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No meu sonho eu tenho uma quitanda. Na minha quitanda é tudo limpinho, “lustroso”, os grãos são vendidos a granel, que nem quando eu era pequena. Os fregueses (lá não tem cliente, eu tenho freguesia) me pedem pra guardar a mercadoria, e eu também indico o que está fresquinho.

Na minha quitanda tem queijos, doces de cortar,  umas linguiças calabreza penduradas nuns ganchos, café moído na hora pra comprar o pó, e café moído na hora pra tomar também.

Pra acompanhar, eu posso assar uns pães de queijo, e também tem a massa pra vender, pega alí na geladeira. Tem chá fresquinho pro bebê com cólica, pra mamãe ter leite, pros insones.

Os amigos se reunem lá, todo mundo coloca um cartãozinho de suas melhores habilidades no mural da minha quitanda. Quem sabe fazer comidinha pode deixar lá pra vender, quem sabe fazer craftices também, todo mundo dá pitaco, é a casa da mãe Joana.

Muitas pessoas sabem desse meu desejo, que nem é desejo, é sonho mesmo, porque na minha imaginação tudo dá certinho, mas na realidade nem sei se seria viável.

Aí o querido do Rubinho, do blog do Seo Rubs (segue ele no twitter @rleme), me mostrou um vídeo lindo, que praticamente traduz o meu sonho, e ainda emociona. Vê só:

Depois que o João nasceu, eu não era eu, contei né? Além da confusão mental, teve também uma confusão física.

Eu cheguei em casa com uma barriga de grávida, só que o neném estava fora dela. Isso que eu engordei pouco, uns 12 Kg. É muito estranha essa coisa da imagem corporal, porque quando eu dei à luz, eu não me via com o corpo pós-parido, aquele corpo era totalmente estranho pra mim. Eu perdi totalmente a noçaõ de roupa, não sabia mais olhar pra uma roupa e deduzir se ela me serviria ou não.

Com o tempo, fui me acostumando com o passivo da gravidez (perdão gente, mas o estrago foi grande), e toda a gordura adquirida se acumulou na minha cintura. Como vantagem, posso citar os peitos, que ficaram siliconados master advanced, mas a barriga…

De toda forma, foi dureza mudar o meu corpo pós parto, consegui isso só depois de uns 2 anos que o João tinha nascido e com ajuda médico (leia-se remédio, tratamento estético, etc.). Antes, eu achava que eu estava fora do padrão, porque o que mais tem no mundo (revistas) são mulheres perfeitinhas com seus bebês de 15 dias.

Ai vejo a Lu Brasil, recuperando a forma física e ficando magrinha de novo, mesmo tendo duas gravidezes (existe essa palavra?)  quase seguidas. Eu vejo o mega sacrifício que ela faz, no caso nem só por conta de voltar a ser magra, mas porque ela amamenta e o filho mais novo precisa que ela faça dieta severa.

Cheguei à conclusão que não tem milagre mesmo. A regra é clara. Gravidez muda o corpo, amolece a barriga, e a gente tem que se dar ao direito de, por algum tempo, não ficar paranóica com isso. Depois, pra voltar, é com sacrifício, malhação, dieta, reza braba, faca.

Não é fácil parecer grávida sem estar grávida, acho que vale tudo pra recuperar o seu corpo de volta, já que sua vida de antes, esta  naõ volta mais atrás. Vai estar nas mãos do seu grande amor: seu filho.

Agora falando sério (não que o resto seja pegadinha do malandro), se você virou um palito na primeira semana pós parida não me conta? Grata.

Eu adoraria saber fazer minhas unhas, ou pelo menos saber pintar pra ficar trocando de esmalte ao primeiro sinal de lascadinho. Só que não tenho tal capacidade, admito. Não sei tirar cutícula nem pintar, ou seja, quando não consigo fazer as unhas, só me resta sofrer até a próxima semana.

Só que ter que conviver com as cutículas ressecadas e horrorosas é coisa do passado. A Faby, garota ixperta,  antenada e ligadona em unhas e belezuras, me apresentou o Instant Cuticle Remover, da Sally Hansen.

 Ei-lo:

O produto promete dissolver as cutículas em 15 segundos, e cumpre o que promete. Não me perguntem se é indicado pra usar toda semana, se no fim das contas não vai dissolver os dedos, ou algo parecido. Eu fico com a pureza da resposta das crianças: é a vida.

A coisa funciona assim.

Você aplica o produto nas cutículas, deixa agir por 15 segundos e empurra a cutícula pra trás. Eu limpei (esfreguei) com uma toalhinha devagar e sempre, e de repente, não mais que de repente, pluft: a cutícula sumiu.

Eu ainda acho que vale a pena dar uma geralzinha com o alicate, apenas em nome da paranóia, mas o resultado é realmente incrível.

Vê só:

Antes:

Depois:

O preço é “salgado” ($ 70), como diria meu trizavô, mas compensa! Vende na Sacks, mas o meu eu comprei na Liberdade, porque sou sacoleira! Paguei em torno disso também.

Superindico.

Dá um xêro aqui

Eu amo perfume, tenho vários e vários, uso todo dia. Uso um para cada ocasião, e procuro respeitar o nariz alheio, evitando um perfumão cheirosão fortão em plena luz de um dia ensolarado. Eu não sei muito que critério utilizar, mas acho que durante o dia, e principalmente no verão, valem cheiros mais frescos e suaves, enquanto perfumes mais doces e fortes devem ser usados a noite, ou num dia frio, ou um dia de roupa preta. Não sei se tem a ver, mas eu também acho que o perfume tem que combinar com a roupa, apenas com o intuito de dificultar ainda mais minha vida.

Mas voltando ao assunto, eu tenho dois perfumes favoritos (sou volúvel), um para cada ocasião, ou seja, um para dias de frescura, outro para dias de rhyqueza.

Primeiro, o fresquinho

É o Happy, da Clinique. Esse perfume é antiguinho, mas é de bom coração.

Floral refrescante, com notas de toronja (se você sabe o que é toronja, me dá um autógrafo?), amora e flor de arbusto. Para a mulher moderna, chique e elegante.

O pedaço da “mulher moderna, chique e elegante” eu juro que não fui eu que escrevi, copiei do site da Sacks, que inclusive é o melhor lugar pra comprar on line aqui no Brasil, tem o menor preço, facilita em muitas vezes e sempre tem promoção de frete grátis.

Agora, o chique.

É o Fleur De Corail, de Lolita Lempicka.

O frasco é uma água marinha em formato de coração polida gentilmente pela areia. Adornado por verdadeiros presentes da Natureza: coral branco, e o botão de Frangipani. A fragrância: a sensuallidade cálida da flor da frangipani – um bouque cítrico, com o calor das flores exóticas, junto a notas solares que explodem ao calor da pele.

Um toque cítrico: grapefruit e bergamota. O calor de flores exóticas: flor de frangipni e orquídias de baunilha. Notas sensuais e solares para aquecer a pele: explosão de ambar, musk e madeiras.

Na verdade, recomendo a aromaterapia. É incrível o poder de um cheiro bom na nossa alma!

Meu blog, minha vida

Quando eu comecei minha carreira de blogueira, eu era cheia de idéias. Tudo servia de tema pra eu postar, e eu descia a lenha nos colaboradores (sim, o Muca era cheio de gente) que não agiam como eu. Não entrava na minha cabeça como alguém podia alegar não saber do que falar, ou estar sem assunto.

Contudo eu sempre tive – ou tentei ter – cuidado para não ser a exibida da vez, embora muitas vezes essa intenção seja vã, porque quem não gosta da gente implica com tudo, até com as calcinhas furadas que a gente mostra (não que eu tenha mostrado, nem com furo, nem sem furo, esclareço).

O fato é que eu ando cada vez mais seletiva, ou melhor, cada vez mais castradora. Sempre penso em coisas pra postar, mas rapidamente a minha versão pentelha  aparece, tipo a neura da limpeza (já viram essa propaganda besta?).

Aí cheguei à maravilhosa e reveladora conclusão que o que me falta não são idéias, é liberdade de expressão.

Administração do Tempo

Se tem alguma coisa que ando tendo dificuldade é em administrar o meu tempo. O dia parece curto para o que tenho e quero fazer.

Semana passada tive que fazer uma viagem de trabalho, o que encurtou ainda mais a semana já espremida pelo feriado no estado de São Paulo na sexta feira.

Fui passar o feriado prolongado em Águas de Lindóia, uma pacatíssima cidade, o que serviu pra eu descansar e me preparar para a crise da semana que começaria sem eu ter aparecido no escritório nos últimos dias.

Eu sei que não consigo fazer nada direito, fico com uma sensação de dever não cumprido, de que estou devendo algo pra alguém, que esqueci alguma coisa no meio do caminho, sei lá.

Se trabalhar sob pressão faz algumas pessoas funcionarem de forma mais eficiente, já digo que essa não sou eu.  Fico com saudade das coisas mais simples da vida, tipo meu blog, que andou mais solitário que o cachorro do Amyr Klink.

Entre mortos e feridos, voltemos a nossa programação normal.

P.S.: Falando em pensamentos divagantes, não poderia deixar de homenagear o chefe da quadrilha, o ladrão de idéias, o Twitter! Vaí lá me dar um apoio moral?

O fim das vuvuzelas

Por mais que eu não tivesse nem aí pra Copa, achei a desclassificação do Brasil a coisa mais triste do mundo. Não é fácil desarmar tudo, tirar a bandeira do carro, ficar com vergoinha da camiseta, contar pro filho que o time ia voltar pra casa. A minha sorte, falando em filho, foi que o João não realizou direito a Copa. Ele sabia do oba oba, mas não se ligou muito, fez o álbum mais por pressão externa, enfim, a derrota não o derrotou.  

A grande verdade é que o Brasil é o país do futebol. Não mais no sentido de antigamente, onde era o dono do melhor futebol do mundo, praticamente invencível. Mas no sentido de que aqui todo mundo tem um time desde sempre, podendo até mudar, porém jamais ficar sem torcer. Aqui tudo é futebol, principalmente para meninos e homens, é uma paixão, um assunto que agrega (ou desagrega) e sobre o qual é possível discutir por horas a fio.

Pros brasileiros, não ter um time é praticamente igual a ser órfão. Eu mesma não tinha time, e o João ficou altamente comovido e instituiu que eu torço pro Palmeiras, talvez pra não brigar com o pai dele, que é Sãopaulino doente e que anda em cólicas porque o João é Corinthiano. Sim, aqui em casa existe esse seríssimo conflito. João fez a pior opção possível na avaliação do Alê, que inclusive já delegou aos irmãos dele (responsáveis pela escolha do João) a obrigação de bancar a faculdade do João.

Entre mortos e feridos, a Copa acabou pra nós. Nem adianta vir com esse papinho que agora eu torço pro XXXX. Não é a mesma coisa. É melhor mudar de assunto, e aproveitar o silêncio da vida sem vuvuzelas.

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