VISITA ASSISTENCIAL

Bem “casiquê”, eu tenho um professor carinhosamente conhecido como “Trouxa”. Até aí tudo normal, pq estudante aluno só existe pra infernar professor e vice-versa. Não, não surtei no título e pode continuar a ler o texto.

O fato que o Trouxa faz uma coisa boa: “missões” dignas em troca de vale notas. Exercicio de caridade e talz.

Bem, a desse bimestre era cada sala escolher um orfanato ou casa de crianças e arrecadar comida, cobertor, amor. Não, dinherio não vale. Pra ganhar o vale-nota tem que fazer presença de corpo.

A entidade da minha sala foi a Associação São Luiz, que cuida de crianças vítimas de maus-tratos.

Arrecadamos bastante comida e fizemos uma festa junina. Sobrou doce pra uns dois dias mais.

Levei as minhas crianças também pra tentar entregar pra adoção pra se integrarem e ver que existe um mundo além desse mundinho medíocre e hipocrita que vivemos. Que existe mães piores do que eu que faço ele fazer a leitura, lição de casa e desligar o video game depois das 9 da noite.

Toda a parte do se doar vocês já devem estar cansadas de saber. Comida pra dois meses doado, alguns artigos de higiene (acho que deveriamos ter pegado mais forte nesse ponto), festa legal, o pessoal integrado com as crianças, bola por cima do muro, enganchada na árvore, acho que o pessoal da entidade não vai mais querer a gente lá.

Mas o que faz uma pessoa que nem estuda na sala, ou seja, nõa rpecisa da nota ir pra um lugar desses? E não vem me falar em caridade, ela passou o tempo inteiro longe das crianças, com cara de nojo, e se livrou por pouco que eu quebrasse a cara dela.

O que ela achava que ia acontecer ali? O namorado tava mentindo e tava indo prum bacanal? OU se era verdade que as crianças de lá foram educadas em escolas britânicas de bons modos? Que no inverno elas não estariam com o “ranho” descendo? Desculpa, mas não sei o que ela foi fazer lá.

Thiago não tem fotos, se integrou totalmente.

Thais queria que eu trouxesse o Carlos pra casa e ficou chateada quando eu deixei ele no carrinho.

As próximas missões serão: doação de sangue, cadastro no banco de médula e visita ao asilo. E nem só de leis vive o mundo juridico. Nem só pra beber esses alunos da faculdade se reunem.

 

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5 comentários sobre “VISITA ASSISTENCIAL

  1. Fabiana

    Danny tomara que a nojenta leia seu texto e quem sabe se contagie pelo seu belo ato e dos colegas de classe – tem pessoas que simplesmente devem estar só de passagem por este mundo mesmo…

    Agora a idéia deste professor, é louvável e deve ser difundida no meio academico- são atitudes como esta que fazem pessoas serem realmente tocadas…imagino daqui um tempo os alunos formados, dando continuidade pra este tipo de trabalho/missão – a sociedade – todos nós só temos a ganhar com isso – Parabéns!

  2. drika oliveira

    putz!!!!
    cai de pára-quedas no blog da lu brasil quando estava procurando uma imagem… adorei a doidaraça e seus textos e caí aqui no mulheres… – eita mundinho que leva a gente pra cada canto.. rs – em uma semana lendo o mulheres, decidi que não ia participar de nada – pq vicio fácil.. – e nem msm postar nenhum comentário…
    só tava fuçando o blog pq to com a boca costurada e, se nem falar posso… to ferrada de jeito!!!

    mas quando me deparei com essa missão… nossa, não teve jeito.. trabalho como gestora de projetos sociais e adorei a forma q seu prof arrumou pra dar nota extra – que afinal de contas todo universitário sempre tá precisando kkk – mas fazendo com q cada um exerça sua cidadania de forma efetiva e aprenda a viver, aproveitar e se sentir gente dando tão pouco de si e recebendo tanto de quem mais precisaria de receber… É!!! pq no final das contas, é isso o que sentimos quando fazemos uma boa ação – sem assistencialismos, claro! – sentimos que não conseguimos doar quase nada em vista do amor, carinho, .. que recebemos em troca..

    PARABÉNS!!!
    a seu prof, a sua turma, a voce – principalmente por ter levado seus filhos – não para eles se integrarem, mas sim para se sentirem incluídos neste mundo que é mais real que possamos imaginar… – excluídas somos nós…

    bejo, bejo, bejo

    Drika

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