São Paulo sem internet

Todo mundo deve ter ouvido falar que São Paulo ficou sem internet nesta quinta-feira. Não foi uma pane total, pois somente os usuários do Speedy, que é da Telefônica, foram afetados.

Sobre a Telefônica, sem muitos comentários. Quem é de São Paulo saberá dizer o “níve” dos serviços prestados. Quem não é daqui ou não tem como operadora de telefonia e internet esta empresa, comecem a agradecer aos céus.

O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, pediu desculpas pelos transtornos e disse que as causas do problema seriam investigadas.  Ele diz que não sabe o que pode ter ocorrido.

Vou contar como se deu uma conversa minha com a Telefônica na sexta-feira a noite, ou seja, 24 horas após o problema do apagão de interntet ter sido “solucionado”. Quem sabe o sr Antônio Carlos leia.

Liguei no famoso 10315 e, de cara, atendimento digital, pra tirar do prumo qualquer ser humano centrado (o que não é o meu caso). Eu já estava sem internet em casa há 48 horas, e quando você duvida do seu prestador de serviço, uma certa tensão começa a rondar…

Teclei 3, 2, o número do meu telefone, com o código, sem o código, e eis que entra uma pessoa física, para checar toda a numeraiada de novo, meu nome, que já é uma coisa estranha, jane, jeane?, murback, como? a senhora pode estar repetindo? Eu sei que nessas alturas o meu sangue já fervia e a tampa da minha cabeça ameaçava explodir.

Esse ser, dotado de todo gerúndio que pode caber no pouco de conhecimento que ela detinha, me fez explicar todo o problema, que nem eu sabia o que era, para realização de testes preliminares (ui) e além disso eu tinha que responder às suas perguntas em altos brados, porque a ligação estava baixa (oi? se a operadora da Telefônica é surda, fica difícil).

O clímax da conversa foi:

– Por favor, qual é o modelo do modem que a senhora utiliza?

E eu, aos berros:

– Speedy touch 510.

Claro que eu falei ispídi tãtshi (ficou leando escrever como se fala, neah). Pessôs, touch é uma palavra super comum, até meio erotiquinha, presente em todas as músicas melosas do mundo, não é uma palavra impronunciável ou daquelas que a fonética nos impessa de falar.

E eis que a atendente me solta a pérola:

– Dona Dani (alguém chama Dani? Daniela e derivados tudo bem, mas Dani?), não temos esse modem. Só temos o ispidi tóxi, não seria esse?

– pin pin pin.

E fui dormir.

O presidente da Telefônica não sabe onde está o problema. Já eu, tenho sérias suspeitas.

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8 comentários sobre “São Paulo sem internet

  1. Rafael Batista

    Jane,
    sou solidário à sua dor.
    Morando atualmente na longínqua Belém, os problemas de SP me perseguem… São Paulo sem internet é sinônimo de falta de acesso ao site do banco, fornecedores incomunicáveis, servidores fora do ar e saudade das piadinhas enviadas pelos amigos.
    Vi a nota de desculpas que a Telefônica deu mas gostei mais a da Telecômica (http://charges.uol.com.br/2008/07/05/cotidiano-como-nos-velhos-tempos).
    Envergonhado, devo confessar que pensei: “ufa, ainda bem que aqui temos a Telemar”.
    (como fui idiota em pensar isso, né ??)
    Pois bem… a vida ensina…
    Ontem ficamos sem internet quase o dia todo e, justamente ontem era o dia que eu mais precisei da internet (é… eu trabalho sábado. 😦 ). Final das contas… caí na alegria dos fabricantes dos ansiolíticos… o TELEMARKETING !
    Só pra resumir… passei o dia no telefone ouvindo gravações que em 2 horas o serviço voltaria a funcionar. Depois de 2 horas, a gravação continuava a dizer que demoraria 2 horas (parecia “regime de segunda feira”, um ciclo inesgotável de tempo).
    Bem… falei com várias(os) atendentes, 2 supervisores e 1 coordenador. E, óbvio, de nada adiantou. Reclamei… Xinguei… Desculpei-me pelos termos pouco elogiosos… E ainda ouvi da atendente (essa, muito prestativa): “o Sr. Pode falar… é bom desabafar.”
    Taí… não pago mas psicólogo !!
    A pergunta que permanece é: pq ligamos pro telemarketing se sabemos que não dará certo ? 🙂

    E pensar que ainda li uma noticia de que estavam suspeitando de sabotagem… Putz… NUNCA !
    Dá pra acreditar que, eventuais terroristas, iriam sabotar São Paulo pra depois se aventurar pelo Pará ??
    como ? hein ? o que ? cuma ?

    Abraços solidários (à base de prozac)

  2. silvia

    adorei vcs gostei ri muito mas sei o que passaram as vezes paracem que eles combinam em fazer agente de besta….mas na verdade somos nós mesmo que nos fazemos …porque? sabemos que tudo isso pode acontecer a qualquer momento!!!!
    mas nao admitimo e tao pouco aceitamos.
    quanto à ligar nestas hrs para telefonista é pura besteira elas nao sabem de nada tanto quianto a gente.mas eu tbm ligo…bhahh
    e o pior é que se mudarmos de operadora nao muda os problemas …tenho ficado doida de tanto que a nete virtua me faz de tonta.
    bom em fim …
    temos que refletir mais e fazer isso mesmo contar a desgraças rindo pra nao chorar!!!
    mil bjs agora vou sempre visitalas,para rir com vcs.
    sou silvia de campinas nao me lembro onde conheci vcs mas nao importa agora ja sou fã
    bjs
    quero ate colocas no meu site que ele fala tbm sobre tudo um pouco…se vcs me permitirem …posso colocar o site de vcs la???

  3. Nossa! Que pesadelo! Eu PIRO se passar muito tempo sem internet.

    Beijos!

    PS: O atendimento da telefônica é PODRE… acho que só não ganha do atendimento da brasil telecom.

  4. Aj Dani… quer dizer Jeane… nao JANE… que maldade com a pobre da telefonista. Veja só, ela conseguiu te fazer ficar na linha por mais de 3 minutos, só pq o ingrês dela nao é tao bom quanto a capacidade de usar o gerundio vc desligou??? tadinha… deve tá até agora pensando “onde eu estava errando???”

    Égua falaserio… 48 horas sem internet??? Eu tinha matado um logo no primeiro segundo

  5. Rafael Batista

    Achei algo que pode ser útil em um próximo problema… 🙂

    “Como irritar um operador de telemarketing

    1. Imite alguém famoso
    Uma das primeiras perguntas dos serviços de telemarketing é: “Com quem estou falando?”. Responda na hora: “Silvio Santos, rarái!”. Ou imite alguém famoso de sua preferência e tente levar a conversa normalmente. Ele vai ficar confuso e desligar. Funciona sempre.

    2. Finja-se de gago
    Se um atendente perde muito tempo com um cliente, é tido como improdutivo e corre o risco de perder o emprego. Use isso a seu favor. Logo na primeira resposta, dê início a uma gagueira insuportável, daquelas em que se leva mais de um minuto para terminar um simples “obrigado”. Em dois tempos o atendente desliga.

    3. Jogue com as armas dele/dela
    Assim que o operador se apresentar, emende: “Desculpe interrompê-lo, mas não posso falar agora. Por que você não me deixa o telefone da sua casa que eu ligo mais tarde, depois das dez da noite?”. O telemarketeiro fatalmente dirá que não pode fazer isso e nessa hora você inicia um discurso sobre as inconveniências de ser importunado no sossego do lar. Tenha certeza de que ele/ela desligará antes de você.

    4. Chá de cadeira
    Diga na primeira oportunidade: “Espere um minutinho, sim?”. Deixe o telefone de lado e aproveite para fazer um chá, lavar louça. De minuto em minuto, convém voltar ao gancho e dizer: “Só mais um minutinho, tá oquêi?”.

    5. Finja-se de surdo
    Qualquer coisa que lhe for dita ao telefone responda com um sonoro: “O quê?!”, ou “Como?!”, ou “Não escutei…”. Nunca responda outra coisa. Um dos mais eficazes métodos.

    6. Responder tudo na língua do pê
    Nenhum manual de telemarketing diz o que fazer quando o cliente só se comunica na língua do pê. Nossos interlocutores desistem já na segunda frase do diálogo.

    7. Conte a história da sua vida
    Dê uma de carente. Qualquer pergunta que o atendente fizer deve ser respondida com desabafos, casos longos e monótonos de sua vida e confissões de carência. “Que bom que você ligou… há tempos que eu só conversava com meus periquitos…” Pergunte se o atendente não quer ser seu melhor amigo. Peça para ele jurar que a partir de hoje ele vai te ligar todos os dias. Nunca mais ele liga.

    8. Peça socorro
    Interrompa o atendente e diga que você está sendo seqüestrado, que sua casa está em chamas e que seu filho está tentando o suicídio. Peça desesperadamente para o atendente chamar a polícia e os bombeiros e desligue em seguida.

    9. Aja como em um trote
    Duvide de que se trata de um telefonema real. Diga coisas como: “Ah, Meio-Quilo, pára de sacanagem! Eu sei que é trote!”. Insista fanaticamente nessa idéia até que o atendente desista de você.

    10. Simule uma masturbação
    Assim que o atendente terminar a primeira frase diga coisas como: “Isso, hummm, continua, vai, não pára, não. Ohhhhhhhh”. ”

    (chupinhado: http://sons.festim.net/archives/2004_12.html#008495)

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