A favorita – Parte III

Ai gente eu não vejo novela.

Pelo menos não mais. Hoje em dia não.

Desde América eu tirei isso de mim. Tá eu assisti Paraíso Tropical, mas já foi do meio pro fim, e oi? Eu tava grávida, não tinha lá muitas opções a não ser morgar no sofá. E todo mundo assistia na sala, e o Enzo se apoderava da minha TV do quarto. Tá, eu gostava.

Aí veio aquela novela porca, e eu tentei até gostar, juro. Mas começou com favela, Portelinha. Certo. Mas de pobre mana já basta eu. Eu quero é ver os ricos, o povo no Hotel Duviviê. Tomando Prosecco de cabelo chapinhado e gloss. Trepando nos lençois 400 fios e tirando 587 almofadas da Queem Size antes de poder deitar. Se eu quisesse ver pobreza na tela ficaria com minha pagina do banco aberta aqui no PC, ad eternum no vermelho.

A minha empregada comenta sobre a novela sabe? Tipo assim ela fala comigo como se os persô fossem gente ali da quitanda, e eu olho pra ela com cara de “dã- eu-não-faço-idéia-do-que-vc-ta-falando” e ela não percebe.

Eu até andei vendo aquela das sete, porque era na hora que eu fazia Rico dormir (palavras Rico e dormir na mesma frase não combinam) e só porque tem a Rakelli, mas aí eu deprimi porque eu quero ser Rakeli e apesar das minhas Melissas-Cover (que dão um chulé da porra) eu não tenho mais idade pra encarnar a personagem “laser, laser, laser ,laser”.

E gente, é difícil ser minoria. Ser brasileira e não gostar de novela é que nem ser baiana e odiar axé music. Ser mulher e não gostar de ver novela é como você numa roda de amigas dizer que nunca fez dieta.

Eu sou marginalizada entende?

Sou marginalizada porque no salão de beleza eu tenho que olhar pro teto e me fingir de morta, ou que tô cochilando, ou que sou dinamarquesa e não entendo português (nunca colou, não entendo), simplesmente porque eu não sei comentar, na verdade dessa vez eu nem sei do que se trata a novela, só sei que a…aquela, mulher do Ciro Gomes, tá feia pacacete e eu tenho vontade de passar lenço umedecido no rosto dela.

Sou marginalizada quando eu leio dois posts e a única pessoa que eu sei quem é, é a Donatella. Porque eu vi de relance. Sou marginalizada porque eu não sei quem é Zé Bob, e porque ele tem pegada, e nem se ele alisa o cabelo ou não.

Sou marginalizada porque durante conversas no msn em que deveriamos traçar metas para este blog virar sucesso, lançarmos um livro e quererem fazer  um minissérie com a gente…as doidas noveleiras ficam comentando sobre a Favorita, sendo que no recinto em que me encontro nem tem TV.

Alguém conhece uma ONG que lute pelo meu direito de ser um ser A-noveleiro?

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6 comentários sobre “A favorita – Parte III

  1. kkkkkkkkk Lu Brasil tu não bate bem não né fia kkkkkkkk, concordo com a feiura da mulé do Ciro Gomes a versão dela no casseta e planeta tá melhor, se o Zé alisa o cabelo eu não sei a Elisa tá de TPM e contando tudoooo até do bafo do zé maia kkkkkk e eu tentei ser uma A-noveleira, mas ferias da facu e mãe noveleira ate dizer chega me deixou viciada.

  2. Faz assim: assiste uns 2 capítulos por semana e já dá pra “pegar” a trama. Sim, o Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia. OI?) alisa os cabelos. Os dele são cacheadinhos, até um charme, mas ficou mais lindo com eles lisos. Homem que alisa os cabelos podem ser confiáveis, sim. Mas já o Zé Bob, sei não…

  3. Pingback: Lu Brasil.Net » Blog Archive » Hare babá…de babar mesmo, amei.

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