Resolvido mais um dilema feminino

Mais um caso solucionado. A antiga questão que atormenta o universo feminino desde que o aco-íris era preto e branco está presetes a ser resolvida.

No blog Crítica Construtiva tem um post sobre os pensamentos feminino e masculino quanto à dúvida mais cruel de todas: liberar ou não liberar no primeiro encontro.

O post chama Dar ou Não dar no primeiro encontro, mas eu usei a palavra liberar porque acho mais digno. Leiam na íntegra, vale a pena.

VERSÃO FEMININA:

Você está lá, tranqüilinha no seu carro. O sinal está fechado e você aproveita para retocar o seu batom Pérola do Oriente. Você olha no espelho e percebe que o cara de trás não desgruda os olhos da sua boquinha. Sim, ele é bonito e tem um baita carrão…

– Deve ser impressão minha, pensam os seus neurônios, com toda a auto-estima que Deus lhe deu, imaginando que:

– Imagina se um cara desses vai olhar pra mim…

O sinal abre, você anda uns 100 metros. Do seu lado direito, para um vendedor de chicletes, um cara de cadeira de rodas e um Hare Krishna. Do seu lado esquerdo, para o bonitão, vidrado em você. Discretamente, você olha para as mãos dele no volante… Não, amiga, ele não usa aliança!!!!!! Os carros andam mais 50 metros e param de novo. Ele abaixa o vidro elétrico e diz:

– Me dá seu telefone?

Como você está completamente abobalhada com o que está acontecendo, pega o celular para jogar dentro do carro dele, mas Shiva te ilumina a tempo e você passa lentamente seu cartão pela janela. Três horas mais tarde, ele te liga convidando pra jantar. Você aceita, desliga o telefone e começa a cantar bem alto:

– Tá dominado! Tá tudo dominado.

Na hora do almoço, você corre para o shopping, gasta dinheiro numa saia nova, afinal, investimento é tudo nessa vida. Ele vem te buscar em casa, chique e perfumado, e te leva num restaurante francês pra comer “Foie gras”, com direito a “Moet Chandon”. O champanhe está em promoção e vocês, romanticamente, preenchem cupons que dão direito a uma viagem a Paris.

Ele paga a conta, vocês saem, ele bota um cd da Sade (nooooossa, Sade!) e chega até a porta do seu prédio. Você o convida para um licor básico, mas jura, jura e jura pra si própria que não vai dar, mesmo porque você não fez depilação e, a última coisa que você quer na vida, é que ele te confunda com a “Monga, a Mulher- Macaca“. Vocês sobem, rola aquele malho previsível e irresistível… Ele tenta avançar o sinal, você breca. Ele tenta de novo, você breca de novo. E assim caminha a humanidade…

Algumas horas, depois que você ganhou partida, ele se despede com um beijo e um abraço carinhoso e com aquela sinfonia para os nossos ouvidinhos:

– Eu te ligo amanhã…

No dia seguinte, você vai ao Shopping novamente, gasta mais em um vestidinho e na lingerie La Perla, dispensa todos os convites das suas amigas para badalar e, e, e… Espera sentada pelo telefonema dele que nunca vem. Sua vizinha chama sua mãe, chama sua avó, chama o Ibope só ele que não te chama. E você vai dormir com aquela sensação horrível de que, nem um passeio pelo Pelourinho, em pleno apagão, seria pior que isso. Além de ter que aturar as amigas:

É, amiga, aquele cara gostosão, bem de vida… nunca mais, nunca mais meeeeeeesmo, te ligou.

Mas, por que os homens dizem que vão ligar e não ligam?

Segundo Jürgen Christien, psicólogo Alemão:

“Na verdade, é um problema de falta de consideração e de respeito. Seria mais respeitoso dizer: – Eu não sei se vou ligar… Acho que, quando um homem não é verdadeiro com uma mulher, provavelmente, ele também não é com ele mesmo.”

 

VERSÃO MASCULINA:

Você vem dirigindo normalmente o seu carro, e está até com um pouquinho de pressa, afinal chegar em casa depois de um dia cansativo de trabalho é uma das melhores coisas do mundo. Aproximando-se de um sinal de trânsito, que por acaso acaba de ficar amarelo, um carro à sua frente freia bruscamente, forçando-o a frear.

Primeiro pensamento:

– Que merda!!! Deve ser alguma “vaca” dirigindo, e que só usa a porra do retrovisor para retocar a maquilagem!!!

Olha para frente e qual não é sua surpresa. Realmente era uma “vaca”, e realmente ela estava retocando a maquilagem, passando batom, sei lá… mas até que a “vaquinha” era bonita e “comível”.

Segundo pensamento:

– É… ela é bonitinha e tudo mais… mas se eu bato com o meu carro naquela carroça…

Terceiro pensamento:

– Vou cantar ela só de sacanagem, vai ver meu carro, vai me dar mole na hora, afinal de contas: “Quem gosta de homem bonito e pau grande é viado, mulher gosta é de dinheiro!!!” O sinal abre, ela fica 5 segundos acelerando a porra do carro, pra sair lentamente até arranhar a marcha na troca. Haja paciência! Andam uns 100 metros e param em outro sinal, só que desta vez lado a lado.

Discretamente, e com um movimento quase que síncrono, você tira a aliança e coloca as mãos no volante. Ufa!!! Deu tempo. Olha para ela e ela está olhando…

– Vai ser a maior moleza – você pensa

– Não vou nem gastar saliva, vou logo pedir o telefone, e aposto que ela vai querer jogar o celular aqui dentro do meu carro…

Andam mais alguns metros e param de novo lado a lado. Você abaixa o vidro elétrico e faz sinal com a mão pedindo para ela rodar a maçaneta para abrir o vidro dela também e diz:

– Me dá o seu telefone?

O transito começa a andar e ela tá lá gritando:

– PERAÍ!!!! – enquanto procura alguma coisa…

Pessoas xingam-na de tudo quanto é nome, acabam te xingando também, afinal de contas você também está parado no meio da rua esperando sei lá o quê….

Enfim, ela entrega um cartão meio amassado com o nome, telefone e borda com florzinhas e corações.

Você vai pra casa pra tomar um banho pelo menos, pega o celular, o cartão amassado da mulher, e liga:

– Oi, lembra de mim, o cara do AUDI PRETO de hoje no trânsito, quer jantar comigo?

– Claro!!! Ela responde…

Você marca de buscar ela em casa, desliga, e grita, bem alto:

– Créééééééééu!

– Liga para seu grande amigo e diz: – vou meter, vou meter…

No horário combinado, você chega na casa dela, e ela vem com uma saia ridícula, estilo R$ 1,99, se apresentam melhor, entram no carro e vão…

Você pensa:

– Vou levá-la a um restaurante legalzinho, afinal de contas vale tudo pra comer uma mulher. Vão a um restaurante Francês pra comer “Foie gras”, com direito a “Moet Chandon”, seja lá o que for isso. O champanhe está em promoção e vocês preenchem cupons que dão direito a uma viagem para Paris. Você pensa:

– Se eu ganhar, quem eu levo?

Você paga a conta, entram no carro, você bota um cd pirata da Sade para impressionar a mulherada, para na porta do prédio dela e pensa:

– Ela tem que me chamar para subir, senão vou ter que arrastá- la para um motel, e é mais grana que eu gasto com essa mulher. Ela não vale isso tudo não!!

Ela chama:

– Vamos subir, tomar um licorzinho, conversar um pouquinho mais?

E você pensa:

– BOOOAAA… Conversar porra nenhuma!!!

Vocês sobem e já no elevador você ataca….

Destrói a mulher, deixa-a mais molhada do que a Marginal Tietê em noite de enchente… Entram no apartamento dela, e como um touro você já vai querendo rasgar a blusa e a saia dela, até que:

– PÁRA!!! – grita ela…

Você pára, sorri, descansa um pouco, a acaricia, e começa de novo lentamente, até os movimentos das mãos começarem a retomar o ritmo inicial, vai ficando quente de novo até que:

– PÁRA!!! – grita ela novamente em tom meio histérico…

Você pensa:

– Que saco!!!!! – conversam um pouco, bebem o tal licor, E dessa vez ela vem pra cima de você, chegando até a surpreender, tal era a empolgação, fazendo coisas com a boca que poucas sabiam fazer… até que:

– PÁRA, PÁRA, PÁRA!!!

– Puta que o pariu!! Você pensa. Gentilmente diz que tem que ir embora e fala pra ela:

– Amorzinho, adorei sair com você, você é maravilhosa, linda, e quero muito sair com você de novo, posso te ligar amanhã???

– Claro!!!, responde ela, completamente apaixonada.

Vocês se despedem e você diz:

– Então amanhã te ligo.

Desce no elevador puto da vida, com uma dor no saco de matar (pois é, mulherada, dói, se vocês não sabem), pensando:

– Quando eu chegar em casa vou ter que terminar o que comecei!

Pega o carro, para num posto de gasolina pra abastecer, vai na loja de conveniências, compra uma cerveja, e volta pro carro. Coincidentemente, uma amiga da época da faculdade para com o carro dela do lado do seu, surpresa! Ela está gostosíssima, com uma minisaia show e uma blusa decotada que, para aparecer os peitos, é só ela respirar. Conversa vai conversa vem, e onde acaba a história? Ela te leva no carro dela para um motel, vocês transam loucamente durante duas horas consecutivas, sem descanso, nem pra beber água. Acabam, tomam banho, se arrumam e saem… Qual não é a sua surpresa quando ela diz:

– Essa eu faço questão de pagar! (Essa parte é meio fantasiosa, mas tudo bem)

Meio sem jeito você aceita e vão embora pegar o seu carro no posto…

Trocam telefone e até hoje se ligam eventualmente quando querem uma boa transa. E a amizade continua.

Conclusão de uma mulher machista: se você pretende liberar, libera logo. Se você quer, pra quer fingir que não quer?

Afinal, pode ser que não haja uma segunda chance.

Matem-me!!!

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8 comentários sobre “Resolvido mais um dilema feminino

  1. Fabiana

    Liberar quando der vontade, mas não necessariamente no primeiro encontro….

    eu preciso ficar longe de primeiros encontros, na fase que ando affffff

    Jane concorda plenamente: é isso aí Fabs

  2. Danny

    UI! Que eu tenho a mesma opinião, quer dar, dá logo… Pra que ficar regulando?

    Já dizia o poeta Frank Aguiar: Lavou tá nova!

    ai!

    Jane também é fã: Frank é praticamente meu ídolo vivo.

  3. Gisleyy a desesperada

    Darrr???? aonde???? com quem???
    GIBA do voley?????
    Marcelo Antony??????

    Aondeeeeeeeeeeeeee??????
    Aiiii desespero,,,

    ps: Julia ( minha filha) 9 meses,+ 9 meses de gestação: TEMPO QUE ESTOU SEM darrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr kkkkkkkkkkkkk

    Jane tente entender: 9 + 9 = 18 meses, que é igual a 1 ano e 6 meses? E qual é o motivo desse, digamos, intervalo tão grande?

  4. Pati

    Concordo que se teve vontade, é melhor dar. E divertir-se com isso, não se culpar. Tá pra nascer o cara que é exemplod e moral para falar uma sílaba de qquer mulher. A própria demora no amadurecimento deles faz com que entrem em relacionamentos sem nem saber o que é ter escrúpulos com o sentimento alheio.

    Mas se você quer um relacionamento, tem que admitir que se vc der, a chance do cara entrar na sua diminui um bocado. Vc quer um relacionamento? Com um homem? Mesmo?

    Pq junto com essa coisa de não dar para que a coisa não vá para o brejo, tb diminui o respeito que vc tem pelo cara.
    Pq vc passa a considerá-lo um babaca machista, pq o cara além de continuar te ligando só pq vc não deu, ainda solta em alguma oportunidade infeliz que vc é “especial”, que o que existe entre vocês é “diferente”… Sim, nesta hora vc vai pensar: “Esse imbecil cai no truque Sou-a-Sandy em pleno ano de 2008, não acredito”. Sim, se vc tivesse dado, nem toda a sua beleza, virtudes e maravilhas serviriam pro cara achar que vc era vc uma menina para namorar. Ao se dar conta disso possivelmente vc começará a sacaneá-lo dizendo que além de não ter dado no primeiro encontro, é virgem até hoje, ainda acredita no papai Noel, quer a senha dele do Banco como prova de amor, etc…

    É um dilema… Ou vc dá e o cara é babaca pq some/nunca quer nada sério com vc pq vc deu pra ele no primeiro encontro; ou vc não dá no primeiro encontro, se comporta como uma bobinha-ingênua de inacreditáveis 25/30 anos, e o cara é babaca pq quer uma “empregadinha-doméstica-boneca-inflável-cópia-da-mamãezinha-com-inveja-do-pênis-que-dizia-para-ele-que-ele-era-o-máximo” para relacionar-se, e que possua o mínimo de personalidade/inteligência/whatever para atrapalhar na projeção do ânima dele (Jung sacou o drama).

    Venha a nós o lesbianismo, e urgente, pq de aborígenes acho que já deu… 😐

    Si Insônia confessa: Li o primeiro parágrafo e pulei pro último. Lesbianismo ??? hehehehehe

    Jane diz: Pati, concordo com quase tudo e agradeço a contribuição. Só a parte de me livrar da preferência por arborígenes é que acho que não vai dar pra mudar. Arborígenes machos. Bem machos.

  5. Pati

    Considero que existem algumas pessoas que já nascem com certas características que as tornam extremamente privilegiadas. Cito 3 nas mulheres:
    1) Tendência a ser magra.
    2) Lésbica.
    3) Auto-estima altíssima mesmo com todo o impacto cultural/familiar/social/cromossômico/bla-bla-bla indo contra…
    Tomo remédios para emagrecer e rezo para aparecer uma mulher que eu consiga gostar (no sentido de formar um casalzinho). Quando terapia for barato resolvo a terceira.

  6. A-DO-REI o blog de vcs. Como não o havia descoberto antes?!
    Quanto ao dar ou não dar no 1º encontro… Eu sou a favor de DAR SIIIM!! Dou sempre que tenho vontade (todas as vezes!). Ora, pq ficar guardando pra amanhã a bala que vc pode chupar (oi?!) hoje?! Rsrs!
    Beijos

    Jane diz: é isso aí Miss H.

  7. Ágatha Sastre

    Prefiro ficar a ver navios e partir para outro do que dar na primeira vez para um gala-seca que nem esse cara … e que devem ter mil por aí assim como ele. Me diverti com o texto.

    Texto machista! Hahahaha! Não é a mulher que é machista!Haahahaha!

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