Uma palmadinha não dói

Estava relendo alguns posts antigos e vi que comentei por alto sobre  problemas que vivenciei durante os anos 80.
Sofri violentíssimos flashbacks em 3D.

Ademais hoje estava conversando com uma conhecida que dizia dos problemas que o filho está causando na escola – os 3 Bs: brigas, brincar nas aulas e ‘bolar’ (cabular, gazetear) aula.

Juntando esses dois ingredientes, meu preguiçoso cérebro lembrou que eu tb fui uma criança problemática na escola.   Explicando: eu tinha um problema de fala relativamente chato…
Se atualmente qualquer chocolate que aparece eu não perdôo e o encaminho ao bucho…    antes, eu engolia as letras C e G.

Ou seja: “aralho” poderia ser um jogo de cartas ou um xingamento e “ato” poderia ser um felino ou aquilo que se faz ou se pode fazer.

Pois então, desnecessário dizer que fui motivo de chacota dos colegas durante anos, né ?
Agora pensem comigo… eu era um moleque que:
1. que falava errado;
2. que o irmão é 5 anos mais velho (na época fazia uma diferença e tanto);
3. que não tinha primos morando na mesma cidade (sou o único da família nascido aqui);
4. que os amigos da rua estudavam todos em colégios públicos;
5. e com vários ‘amiguinhos’ de escola tirando sarro pra ‘acete’ !!

Enfim… foi uma fase de menino briguento.
Não adiantaria nada que mandar os meninos tomarem no “ú”… então, eu brigava com todo mundo.
E sempre era escoltado pela diretora da escola até a minha mãe no horário de saída.

O curioso é que eu desisti de resolver esses problemas brigando por dois motivos:
– brigar não necessariamente significa bater. Eu apanhava pacas !
– meu pai me provou que era um expert em psicologia reversa.

Ele me dizia que sempre que eu brigasse, eu apanharia em casa. Ou seja, na melhor das hipóteses eu sairia no empate.

No fim das contas, um episódio me tornou esse poço de candura que vcs estão conhecendo.
Depois de brigar com um amigo do meu irmão (sim, ele tinha 5 anos a mais que eu) e apanhar pacas nessa missão…
Entrei em casa e… advinha. Pois é…  apanhei de novo.

Mas dessa vez foi diferente pq o tal “amigo do meu irmão” morava na nossa rua. Então meu pai usou um recurso indecoroso: disse pra eu voltar na rua e bater no menino mas dessa vez bater ou invés de apanhar.

Apelou pro meu infanto-machismo.
Estufei o meu peito, que na época ainda era uma mata virgem, e fui ao encontro do Golias.

Tomei outra surra.
Hoje sou um ser calmo e pacífico.
Não sou fã da educação tradicional mas no meu caso deu certo. 🙂

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15 comentários sobre “Uma palmadinha não dói

  1. Que bom que a educação tradicional deu certo com você porque hoje fui para uma reunião de pais e mães e tentei mostrar exatamente o contrário que uma palmadinha dói sim e na alma. Tentei fazer com que todos lembrassem de como viam a figura de seus pais: com medo, raiva…Repercutindo depois em crinaças que aprendem a revidar batendo, a resolver os problemas brigando ou então que tem uma baixa auto-estima. Se bater resolvesse, remédio para bandido era “péia”, mas não é, né?

    Sr. Insônia diz: Thaisa, não estou fazendo apologia à esbofeteamento coletivo de filhos e detentos do mundo.
    Só disse que quando eu era criança eu tomei os meus cascudos mas isso não me deixou traumatizado não…. 🙂
    Ou será que deixou ?
    xiiiiiiiiiiiiiiii 🙂

  2. As aventuras de uma brasileira no Egito - Barbrinha

    Eita, tbem era muitoooooooooooo briguenta na escola…..socorroooooo….eu era quase um menino de tao bagunceira…..kkkkkkkkkkkkkk

    Tem premio pra vcs la no meu blog,…….passa la…..

    Beijos e fiquem com Deus

    Barbrinha

    Sr. Insônia diz: Barbrinha, vc ainda continua briguenta ??
    Sabe… eu morro de medo do povo briguento aí das arábias…
    Eles não sabem nem brincar de brigar…
    hehehehe

  3. Eu também era bem briguentinha… e também apanhava em casa… quanto mais crescia mais aprontava… talvez porque eu era a única “menina” no meio de um monte de meninos (2 irmãos e 4 primos)… Era a tática de sobrevivência… rssrrr Mas acho que “gastei” todo meu arsenal de brigas na infância e adolescência e hoje posso me considerar um ser calmo, que nunca bateu nos filhos… (mas que sabe empinar pipa, jogar futebol, correr bastante…). Será por isso que Deus me mandou só menino… Ai acho que tive um insight… bjo

  4. Ahhh!
    Eu sou do tempo em que bastava mamãe olhar e eu baixava a cabeça e saia de fininho. (Tá que eu apanhava muito, pq minha irmã era uma “rebelde sem causa” e minha mãe tinha uma filosofia(totalmente louca e injusta) de que quando uma fazia, as duas apanhavam! (Sim, depois de um tempo eu fiquei esperta e comecei a aprontar tb!)
    Ai, Ai! Levei muita chinelada (Havaianas) na bunda! hahaha! Não, eu não fiquei traumatizada e agradeço muito as palmadinhas que levei.
    Trabalhei 10 anos com educação infantil (dos 4 aos 10 anos) e vi alunos darem na cara dos pais, colegas e professores, xingar, mentir, enfim, todas as coisas que umas boas palmadas poderiam ter resolvido…

  5. Lenita

    Sr. I, lendo seu post pensei tratar-se da autobiografia infantil do meu filho mais velho. Aí fiquei pensando na sua santa mãezinha; ela (como eu) deve ter passado taaanta vergonha, tipo ouvir “é ela a mãe daquele briguento, aquele que vive na diretoria”… Já passou. Mas agora está tudo bem comigo. E com sua mamãe, também?

  6. Denise

    Eu apanhei muito da minha mãe quando criança e sofro as consequências disso até hoje na minha vida. Isso veio repercutir na minha vida adulta. Por isso, recomendo: não batam em seus filhos. A dor e as marcas no corpo passam, mas a alma fica marcada pra sempre.

  7. parece q antigamente educar um filho era mais prático. hoje qualquer palmadinha na bunda faz a criança ter sérios problemas e ter que frequentar analistas por muitos anos! rrs

    gostei desse blog. é minha primeira visita. voltarei.

    bjo

  8. Ish aki em casa podia até arranjar briga na rua, mas se voltasse chorando apanhava. Pra aprender a resolver seus assuntos sozinho.

    Minha mãe é meio louca, ams deu certo, sempre ganhei minahs brigas.

    bjubju

    Ah: Meu chefe entrou na minha sala pra saber de quê eu tanto ria…tive que mostrar seu post sobre depilação…sorry.

  9. Eu conheço vários casos dessa psicologia reversa com meninos e todos aparentemente deram resultado. Todos os caras que se apanhassem na rua, apanhavam também em casa, são super queridos e gentis. Gastaram toda testosterona do mal na infância e ficaram só com a boa.

  10. hahahahaha
    Não há nada que umas palmadas não resolvam: é de menino que endireita o pepino! kkkkkkkkkkk
    Apanhei p´ra caramba, e valeu! Também sou um anjo de candura!

  11. Ah, eu também apanhava pacas de um guri da minha rua! Todos os dias voltava pra casa chorando pra caramba. Até o dia que meu pai disse que se eu chegasse chorando em casa porque tinha apanhado, ele me dava outra surra. Como a mão do meu pai era maior e eu tinha um medo dele que me pelava, num instante arranjei força pra me defender! Peguei o pivete pelos cabelos e saí rodando ele pela rua até ficar tonta! Sei que depois dessas eu parei de apanhar, ou pelo menos chegava em casa caladinha pra não levar outra surra hihihihi

  12. sergio

    olha desde que conheço por gente sempre ouvi falar que uma boa surra nao educa mais uma coisa posso dizer uns tapas nao faz mal a niguem tenho 18 anos e apanho ate hoje porque mereço e sempre de havahiana a ultima vez foi 12 ufa chega

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