Falando bem da TPM

tpmCalma mulheres e homens vítimas da TPM, estou falando da revista TPM – Trip para mulher.

Diante desses últimos acontecimentos posts vocês já devem ter desconfiado que sou frequentadora de bancas de jornal, mas eu posso explicar. É que aqui perto de casa tem uma revistaria com um café simplesmente maravilhoso, local aconchegante, cheio de livros, revistas, pão de queijo e bolos, pra onde eu dou uma fugidinha honesta de vez em quando.

A Revista TPM é anti tudo aquilo que eu comentei no post anterior e que vocês colocaram nos coments (amei cada comentário!) e  “bate na tecla que imagem não pode (des)governar sua vida”.

A edição de anviersário tem o Rodrigo Santoro, mará, dispensando comentários (Selton, desculpaê) na capa e a matéria da minha vida sobre culpa! Descobri algo libertador: toda mulher sente muita culpa, por diversos motivos, ou melhor, por todos os motivos possíveis. E isso eu li lá na revistaria quando estava queimando o beiço tomando meu café rapidinho pra ir buscar logo o João, afinal, onde já se viu ficar tomando café e vendo revista enquanto meu filho está jogado e abandonado na casa da avó? A obrigação é minha, só minha.

De acordo com a matéria, “a grosso modo, a sociedade espera dos homens que tenham sucesso no trabalho e das mulheres que sejam boas mães”. Na minha opinião nada se compara à culpa que a maternidade traz. No meu caso, a culpa existe, mas se apresenta de forma confusa. Ao mesmo tempo que me culpo por trabalhar fora e deixar o João, não suporto ficar o dia todo sentada no chão brincando ou vendo Barney (quem não tem filho, é um personagem bem tchongo que passa no Discovery Kids). Com isso, sei que não sou capaz de ficar sem trabalhar e por outro lado fico buscando uma alternativa C ou D para essa coisa totalmente sem solução.

Apesar da TPM não curtir receitinhas para felicidade, a conclusão é óbvia e, bem lá no fundo, conhecida por todos: temos que ser nós mesmos e fazer só que o que dá prazer de verdade, sem cobrança e sem culpa, porque esta se baseia numa exigência de perfeição. E perfeição, até onde fomos informados, não existe!

Vamotentá!

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26 comentários sobre “Falando bem da TPM

  1. Fia, vê se vc concorda… A culpa das mulheres, mais especificamente em relação à maternidade é algo mais ou menos como sogra no casamento: já vem de brinde no pacote e não aceitam devolução!!!

    É a vida!! Sem manoelismos…

    Bjus!

  2. Janoca,
    Pois eu te digo que não tive e até hoje nao me culpo pelo fato de nao ter dedicado tempo integral ao meu filho.
    Claro que estar com ele sempre foi muito bom e lindo, porém, além de mães somos mulheres que temos o lado profissional que tambem nos satisfaz .No meu caso eu ainda que tive que ser mãe e pai..então era inevitável que eu trabalhasse fora, que no caso poderia ter sido o papel do pai que estava ausente.
    Eu sempre pensei que qualidade de tempo é mais importante que quantidade. Então eu acho que podemos nos realizar como mães e profissionais tambem sem culpa nenhuma e sem medo de ser feliz….
    Caramba, falei…falei e acho que não disse nada…rsrsrs mas é o cansaço mana…
    Bjs pra voce e pro lindo do João.
    Marcia

  3. Putz, caiu como uma luva, meia e afins rsrsrs.Trabalho fora, como muitas de nós e quando chego em casa, faço hora extra rsrsrs( lerê lerê) então quase sempre estou cansada para dar toda atenção que milha filhota solicita…ó mundo cruel esse…

    Beijosss

  4. Se uma mae ja formada pensa e sente isso, imagina uma mae em formação?? Mas vou seguir teus conselhos e de vez em quando parar na banca de jornal e queimar meus beiços com café, sem culpa nem nada…(cof)

  5. Gata Garota, culpa é meu nome do meio. Eu sinto culpa por tudo e por todos, acho que é porque fui criada por vó… (rsrs)
    Mas se vc parar para pensar a mulher sempre foi a “culpada”, desde os tempos de Eva (apesar de não acreditar muuuito nessa história).
    Beijos

  6. Oi Janescreide,

    Também estava me sentindo assim, mas consegui arrumar uma solução: vou diminuir minhas horas de trabalho e vou ficar com Minicoleguinha pela manhã durante a semana. Acho que ele está precisando ter um pouco mais da minha presença, porque daqui a pouco vai estar fazendo as coisas da maneira que a minha empregada ensinar pra ele (nada de errado com isso, e ela é ótima, mas EU que sou a mãe e quero que ele pense, aja e faça as coisas influenciado pelo menos por mim, já que alguém – o pai – vai ter continuar trabalhando em tempo integral), e dessa forma posso participar mais e não deixar o meu lado profissional totalmente abandonado.
    Vamo vê o que acontece.
    bêê tóó

  7. Fla

    Ai, vamos tentar né… mas ainda sinto ser bem difícil viver assim livre, leve e solta, sem culpas quando se é mãe… mas prometo a mim mesma que vou tentar, hehehe…

    Bjs e bom dia!!!

  8. Ivani

    Oi Jane.
    Não sou mãe, fui casada por nove anos, estou me saindo muito bem profissionalmente, mas a culpa está aqui.
    Culpa por eu não querer realmente ser mãe, com todo o inferno e o paraíso que isto envolve, mas que não me atrai.
    Do alto dos meus trinta anos, não há só a culpa, há também o medo de ficar sozinha.
    Por isso queridas felizardas, aproveitem seus bebês e a benção de ser mãe.
    Há quem pense o contrário, mas não é pra qualquer uma não!
    Bjs.

  9. Gislaine

    Nossa tudo q vc falou e muito parecido com o q vivo…pois trabalho fora(em outra cidade) e meu filho fica com minh mãe …aí vem aquela sensação de não ser uma boa mãe de não estar fazendo a coisa certa e mais e mais …as vamos tentar né…beijos…

  10. Ivana

    Oi Jane,

    Primeira vez comentando no blog… me sinto exatamente assim. Tenho um filho de 1 ano e 2 meses e confesso: adoro ficar com ele, mas tb gosto de não ter que ficar com ele o dia todo. Curto me arrumar p vir trabalhar, conviver com outras pessoas, conversar sobre outros assunto9s, me sentir produtiva. Sou advogada, me realizo no que façco e quero que um dia ele poss ater orgulho de mim.

    Mas esse é um raciocícinio puramente racional. Davo dizer que a culpa me acompanha, aliás, ele me espreita o tempo todo, e às vezes me toma de assalto. Sabe quando vc sai do trabalho e está doida p betar perna no shopping e TEM que voltar porque o seu rebento já passou o dia sem vc??? Claro que estou com saudade, mas tb queria ver viotrine. Acabo voltando e deixando o shopping pra um outro dia, quem sabe…

  11. Lúcia Soares

    Oi, Jane. Apresento a você o blog http://borboletapequeninanasuecia.blogspot.com/ , de uma brasileira, Sônia, que voc~e vai adorar conhecer. Um dos psots recentes dela é sobre isso: a culpa que persegue as mães ao longo dos séculos…Não é só agora, com elas trabalhando, não…Teve filho: já vem a culpa, no pacote, como a Dany falou, aí em cima. (só não concordo em falar da sogra..sou uma sogra pra nora nenhuma botar defeito -(aí dela se botar!!!rsrsrsrsrs))
    Fica tranquila com essa parte. Você tem carinha de ótima mãe!!! Bj

  12. Amiga nunca li esta revista, mas vou mudar isso ainda hoje, rsrs….fiquei curiosa com a tal matéria.
    Olha qdo. minha filha mais velha nasceu e voltei a trabalhar, eu fiquei muiiiiito mal me culpando e achando que ela nunca ia me amar como as filhas de mães que ficam em casa (e o que n. faltou foi gente insentivando essa neura)…..masssss ela cresceu e me libertou de toda essa culpa, hoje com Mirella voltei a trabalhar tb. e não tenho culpa “nesse sentido” não pq. sei que eu me tornaria neurótica, e acabaria não sendo uma boa mãe full time…..acho que na correria me esforço e dou conta do recado, e depois n. iria fazer bem a elas ter uma mãe infeliz dentro de casa.
    Bjs.

  13. Patrícia

    Ai, ai … É assim mesmo… Eu me sinto culpada por ter parado de trabalhar, já que nunca consegui ninguém prá cuidar do meu filho, que tem autismo severo. Se conseguir uma empregada decente já é um calvário, imagine cuidadora-babá-enfermeira… aí me sinto culpada por queimar meus neurônios com coisas domésticas (que eu sempre odiei!), por estar me negligenciando… É f***a, né, gente? Pq mulher “tem” que sentir culpa? Ah, mas isso não é assim, do nada, não! Somos bombardeadas com mensagens subliminares o tempo todo, a coisa é sutil, mas rola 😉 Achei interessante o comentário da Ivani, que, corajosamente (legal, Ivani!) assume não querer ser mãe! Por que a gente TEM que ser mãe? Só pq nasceu equipada com útero? Ah, não! Amo meu filho, eu morreira por ele, mas, gente, filho dá trabalho! E nem precisa ter problemas mentais, como o meu pequeno… E ainda aparece mané p/ me torrar o saco c/ conversa do tipo (vê se pode?) “Você deveria arrumar um irmãozinho prá ele…” Bem, meu post acabou virando bula de remédio tarja preta, mas é que o assunto “pede”! Bjinhos, Djeine, se sinta culpada, não, (ou, tente não sentir) , tenho certeza de vc é uma mãe ótima!:)

  14. luciana

    Querida amiga,
    Vou parodear o Thomas Mann: disputamos encarniçadamente em torno de alternativas irreconciliáveis…. Bonita essa frase, né? Fazemos isso o dia todo, todo dia!
    Podia ser diferente? Não! Eu não me sinto muito culpada, não…

  15. Paula Queiroz

    Olá Jane, acho que não vai se lembrar de mim, mas fui namorada do Vinicius primo do Alê… já fazem 5 anos que terminei com ele…
    Enfim estava fuçando na Internet e achei o seu blog e tenho lido com frequência. Adoro o jeito que você escreve nos posts e descreve as sensações e angustias femininas… Parabéns pelo blog e pelo seu filho. Ele é lindo!
    Vou te procurar no orkut!

  16. Jane, por acaso essa revistaria é aquela na Augusto Tolle???? AMO aquele lugar!

    E sobre a TPM, é uma revista IMPAR! ADORO!
    Ai ai, e sobre seu blog… sem comentários!!!! SHOW!

  17. Olá Jane! Que bom saber que a maioria das mulheres sente culpa. Assim me sinto menos culpada!! Me culpo o tempo todo pelos mais variados motivos: filhos, trabalho, namorado, enfim…pela vida em geral. Tento ser mais leve, leio livros assisto filmes que mostram que a vida pode (e deve!) ser mais colorida mas na prática é mais complicado.
    Beijo…

  18. lidianevasconcelos

    Janesíssima queridíssima, que post massa!!
    Culpa a gente bem sabe que toda mulher sente e por tudo, e é “uó”. Mas penso cá comigo que pensar sobre isso faz a gente ver com clareza certas coisas. Ou ao menos se livra só um pouquinho o peso de sentí-las.

    Não tenho filho, pretendo ter. Já decidi que vou eu mesma cuidar dele por um tempo, mas sei que essa decisão tomada não vai me livrar da culpa que vou sentir. Vou sim, vou sofrer e já sofro. Mas oh, pensar e falar sobre isso já exorcisa um pouco desse mal… tomara!!

    Beijos!!!

  19. Jane,
    eu li esta reportagem tb (a-d-o-r-o a TPM!). E acho que foram felizardos com a escolha do tema, pq TODA MULHER SE SENTE CULPADA, apesar de não gostar de esteriótipos, caiu muito bem p/ todas.
    Eu, com 21 anos, recém casada, formada, sem grandes responsabilidades – já que não tenho filho- me sinto culpada por milhares de coisas. Culpada pq acho que devo estudar mais, pq devo trabalhar menos. pq quero tanta coisa e preciso correr atrás, pq fico insegura quanto ao futuro, pq….. uma lista imensa.
    Mas me esforço ao máximo p/ não encanar e deixar rolar!
    É isso.
    Bjão
    Jaque L

  20. Gostei do texto, e acho que a receita é cada uma fazer o que realmente faz feliz, nem ao céu, nem a terra. Pra mim trabalhar meio período está sendo a solução. Trabalho e consigo ficar bastante com minha filha.

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