A liberdade de ter filho criado

Quando me perguntam se terei outro filho, olho pra o meu míni hominho todo independente, correndo e saracuteante por aí … e admito que fico com uma preguiça incrível de começar de novo e contar comigo (oi Ivan Lins, tá bom?) . Na verdade essa é apenas uma das 2.658.985 razões que alego quando digo que, por enquanto, não quero ter outro filho.

Mas o que eu queria dizer é que quando temos bebê pequeno, sair de casa é praticamente algo que necessite de um trailer acoplado ao carro, de tanta traquitana que temos que levar. São várias trocas de roupas, chupetas, mamadeiras, copinhos, panos por todos os bolsos … Isso sem contar nos carrinhos e bebês conforto, afinal, a esperança de colocar os pequenos dormindo num leito de sono e glória é o sonho de toda mãe exausta.

Com filho grande, a gente leva uma cuequinha apenas para o caso de escapar um pingo de xixi, ou, quer dizer, não é bem assim.

Eu bem que tentei me libertar da malinha de roupa extra, mas desde que meu filho fez xixi no carro e chegou mijado da cabeça aos pés num aniversário do outro lado da cidade, eu decidir ceder e levar sempre uma troca de roupa. Nesse dia, a mãe do aniversariante emprestou a roupa do parabéns do filho pro João o que foi, em primeiro lugar um grande desprendimento da parte dela e, em segundo, uma grande sorte pra ele, senão teríamos que voltar pra casa.

Ontem me senti a miss mãe prevenida, quando João se apresentou ensopado diante de mim, por ter entrado no chafariz junto com os amigos no aniversário do coleguinha da classe. A idéia de levar camiseta foi do pai, mas o mérito ficou sendo meu, craro cróvis.

Pesando bem, ainda me falta muito para a tão sonhada liberdade. Agora, além da roupa, tenho que me preocupar com afogamento e com problemas que o mau comportamento de crianças pouco civilizadas podem gerar.

É. Cada fase é uma nova fase. E não adianta querer mudar o ditado que diz: filho criado, trabalho dobrado!

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17 comentários sobre “A liberdade de ter filho criado

  1. Thaís

    Linda, tb me solidarizo, embora queira um pirralhinho baby, tenho preguiça de chamar a cegonha… pelamor! Tb não me livrei da roupa extra, detalhe que o camarada aqui já tem 5 anos!

    Ontem mesmo, fomos numa festinha, aí perto de vc ixcrusive (Caetano Alvares) e a camiseta estepe foi na bolsa! E foi usada! Puro suor!

    bjs

  2. Adorei o post….tenho dois filhotes …o 1° de 4 aninhos e o 2° de 1 aninho ..ainda penso num 3° ou melhor terceir(a) quero uma menininha….mas é verdade filho criado trabalho drobado…as vezes o 1° dá mais trabalho que o 2° …cada fase é uma fase..bjoooosss

  3. A diferença de idade entre meus dois filhos é de um ano e pouquinho. Acho que se tivesse esperado mais também não engravidaria novamente. Hoje eles têm 10 e 8 anos e não consigo imaginar a ideia de ter mais um.
    Lógico que eles continuam dando trabalho, mas em outros aspectos. Nada como a independência motora dos filhos!!!rs

    beijo rouge

    Dani

  4. Que eu tenho preguiça de comentar já é um fato constatado. Mas lendo as atualizações não resisti. Vim aqui só fazer um grifo nas novas palavras: saracuteante e traquitana.
    Tudo bem que sou inteligente e entendi o significado mas fico me perguntando onde tu acha essas coisas. rs
    Mas fica tranquila que voce ainda tem muitas fases (algumas desesperadoras) te esperando.
    beijos e queijos my love

  5. Janoca,
    eu sempre quiz ter 10…um atrás do outro..rsrsrsrsr…como tudo o que a gente quer sempre acontece o contrário, tive apenas 1… hoje nem me imaginaria com um baby em casa…acho que só mesmo os netos…que eu claro vou só visitar… cuidar? hummm só se precisar urgentemente, caso contrário tem a mãe pra isso…rsrsrsr
    Bjs
    Marcia

  6. Nossa, eu senti falta daqui! rs
    Então… eu dizia q daria um irmão pra Sofia qndo ela fizesse 5 anos, mas eu só encontrei um namorado dois meses antes disso, daí fica difícil ter um filho com esse tempo, né?
    Diante disso (e de outras coisitas), desisti da idéia de ter outro filho por agora! Mas MIMATO de prazer toda vez q carrego um bb! Como diz o namorado: meus olhos brilham e só falta eu babar de verdade! rs
    Quero, sim… mas não agora!

  7. Vera Castro

    Que peninha,tava gostando tanto desse blog!Mas sabe qdo vc sai com suas amigas que têm filho pequeno e elas só falam deles?Por favor, nada contra trocar experiências sobre os rebentos mas…

  8. Helena Luisa

    Quando meu filho fez 7 anos, decidimos ter o segundo bebê. Nasceu a Lê, hoje com 2 anos. Tudo passou mais rápido. Hoje, posso dizer que tenho CERTEZA que não quero mais filho. Estou satisfeita. Sem dúvidas. Na medida.

  9. Pra gente, quando tinhamos uma menininha já bem mais comportada e obediente. Nasceu nosso segundo, e todo o trabalho pela frente. Hoje ele ja tá com a idade que ela estava, mas parece que ainda é um bebê.

    E fico pensando, quando vamos ter mais tranquilidade ? Acho que nunca mais.. 😀 Pai e mãe é pra sempre, e nunca esquecem um filho.

    Mas no final, tudo vale a pena. Só em ver o dois brincando mortos de felizes, paga qualquer coisa.

  10. sam

    puxa Jane… só vc mesmo com essas idéias e papos cabeça (?) pra me distrair a essa hora da madruga rsrsr
    mas, outro filho, até quero … mas acho que recomeçar não dá mais… minha Lali tem 7 e meus enteados (14 e quase 11) acho que seja loucura demais!
    rsrsrs
    E qto a roupichtas … continuo com elas sempre… até pq na nossa cidade, tem que ter roupas, sapatos, comes e bebes, lençol, toalhas, sabonete, kit diversão e outras coisas mais dentro do carro .. porque nem eu aguento calor e frio no mesmo dia e o trânsito louco rsrsrs
    bjkcassssss

  11. Jane – e mulherada – eu venho aqui desdizer vocês, ou melhor, tentar convencê-las a ter PELO MENOS mais um filho.

    Négócio seguinte: A gente pensa em ter um só pensando NA GENTE, no que nós sentimos, no que isso interfere na nossa vida. Perfeito, quem cuida de mim sou eu memso. Mas…. Pensemos no filho único. Eu posso falar, porque sou filha única.

    Enquanto criança, filho único pode sentir falta de alguém pra brincar, mas isso é contornável, com colegas de escola, primos e vizinhos. Beleza. Adolescente, falta a cumplicidade de um irmão para as primeiras aventuras fora de casa, mas os amigos dão conta dessa carência.

    No começo da vida adulta, o filho único vai sentir a falta de reunir a família pro natal, já que é ele(a), o pai e a mãe, se ainda forem vivos. Resta a possibilidade da família do conjuge, (mas e aí, se for filho único tb???). Mas pra isso, os amigos também seguram a onda.

    O grande problema é a idade dos pais, eventuais (e prováveis) doenças, e a inevitável deendência na velhice. O que o filho único faz? TEM que assumir todo o cuidado pelos pais, que se tornam seus filhos. E em caso de doença, não tem com quem trocar o plantão. É pra dar graças a Deus se tiver grana pra pagar enfermeira/cuidador. E se não tiver?

    Mana, pensa mais um pouco no João, e reveja suas decisões. Isso realmente está sendo um problema pra mim. Passei 10 dias virando 24h acordada e atendendo todas as necessidades de minha mãe operada (e com 80 anos). No mês seguinte, meu pai. E quase ao mesmo tempo, meu filho. E eu sem um par de braços e ombros com quem dividir o peso.

    Desculpa o desabafo, mas não dava pra deixar de dizer. (Daí a pouco vai uma lá no meu blog pra me dizer “coisa”! Hahahaha, tô nem aí, comentários moderados agora!)

    Bjoooo

  12. Falando em filhos, de diferentes fases, é falar de mim.
    Os níveis de preocupação são distintos, mas não pense que se verá livre delas.
    Semana passada, precisei ir à escola do pequeno, pedir que “converssassem” com alguns meninos maiores que estavam implicando com o meu na saída( antes, que eu os esganasse, por minha conta e risco…).
    Na mesma semana, sou chamada à mesma escola, porque o menino discutiu com a professora e a chamou de “maníaca”. Mandei o pai, como representante…

  13. Eu acho que temos que pensar no futuro, irmão é bem legal pra conversar e dividir outras coisinhas mais.
    Não fica sozinho no mundo quando os pais vem a faltar
    Dá trabalho , mas acho recompensador.

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