A escola do futuro

Eu participei novamente de um grupo de discussão promovido pela Mandalah (o primeiro contei aqui). Como a Mandalah estuda comportamento, a idéia é colocar na roda um tema para um grupo de pessoas com perfil pré- definido conversar livremente a respeito.

Dessa vez o tema foi Escola do Futuro, ou que cidadão a escola deverá formar daqui pra diante.

E é tão bom falar sobre coisas que sempre pensamos e quase nunca elaboramos!

Eu estou no centro exato dessa discussão, pois tenho tentado me envolver mais nos assuntos escolares do João, já que agora ele não é mais um bebezildo de míni maternal, e sim um rapazinho em idade pré escolar.

Tenho muitas preocupações relativas a isso, principalmente porque ele irá ingressar no primeiro ano com 6 anos a completar em setembro, e por isso tenho que ficar ligadona no desempenho dele, porque quero que ele esteja num ambiente que consiga sustentar, e não adiatado apenas para deleite meu ou coisa assim.

Concluímos muitas coisas a respeito da escola e da pessoa que deve sair dela nos dias de hoje, entre elas que as crianças devem ter formação básica em casa, que não é professor que ensina respeito, por exemplo. Esses valores têm que vir da famíia, porque senão o professor nunca conseguirá ensinar, talvez apenas impor. Outra conclusão é que é importante ser generalista, até porque hoje a informação está no Google e não na cabeça do mestre, porém a formação técnica e específica também deve existir e é desejável.

No geral, falamos muita coisa, não achamos a solução ideal mas também não achamos que a escola dos dias atuais é um horror.

A conclusão mais importante foi que a personalidade da pessoa tem que ter algum peso na escolha da escola por parte dos pais, de modo que o criativo não tenha a criatividade massacrada e nem o que tem pensamento lógico se perca no meio da divagação geral. É o bom e velho bom senso tendo que pesar na decisão.

A única pergunta que ficou sem resposta foi: o que temos que fazer para nossos filhos não se encatarem pelo que é moralmente condenável, pelo arriscado, pelo ilegal?

Pensemos…

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17 comentários sobre “A escola do futuro

  1. Fantástico! Se ao menos metade das mães e pais doassem o mínimo de tempo para acompanhar a vida escolar de seus filhos e se entendenssem que educação vem de casa, não haveriam escolas horríveis.
    Quanto a pergunta sem resposta, fica sem mesmo, já que nem nós sabemos dizer porque nos encantava e nos encanta o erro…Tentemos ensiná-los a reconhecer o erro seja um bom começo.

  2. Rose

    Excelente contribuição. Acredito que o papel de pais e mães, com o apoio da escola, é preparar esses futuros homens e mulheres para o mundo. Se soubermos prepará-los bem (como? só Deus), a humanidade realmente terá um futuro melhor.
    Ao invés de um simpático “pensemos”, eu fecharia com um quase desesperado “oremos”!
    bjs,

  3. Como, como???

    O único jeito de ter certeza é não ter filhos. Tava falando com minha mãe sobre a mãe dos gêmeos da novela, pra ela nunca tá bom, ela sempre tá sofrendo por um motvo qualquer que na verdade está fazendo os filhos dela felizes.

    Mãe é assim, sofre e ponto. É condição sine qua non, vcs devem preencher algum formulário que avalia o índice de viabilidade para ser sofredora.
    `
    É a vida.

  4. Jane

    Ainda não sou mãe, mas já sei que de antemão, educar é a parte mais difícil.

    Fica aquele impasse do que é adequado e falhemos entre o exigir, orientar, obrigar, comparar.

    É claro que o acompanhamento é indispensável por parte dos pais, assim como a escolha escolhida, mas o difícil mesmo é encontrar um profissional adequado. Já presenciei situações que tudo estava de acordo com o que os pais almejavam para seu filho, pena que a professora, aquela que era a responsável pelo acompanhamento diário (pelo menos no horário escolar), era despreparadíssima. Lamentável.

    Gostei da discussão.

    Bjs

  5. Flavia

    Se todo mundo tivesse esse bom senso eu acredito realmente que teríamos sim cidadões melhores:

    “A conclusão mais importante foi que a personalidade da pessoa tem que ter algum peso na escolha da escola por parte dos pais, de modo que o criativo não tenha a criatividade massacrada e nem o que tem pensamento lógico se perca no meio da divagação geral. É o bom e velho bom senso tendo que pesar na decisão.”

    Falou tudo.

    Beijo!

  6. O problema que eu vejo é que muitos pais não estão nem aí pro desempenho escolar de seus filhos e ainda os protegem qdo. são repreendidos pelos professores, essa semana mesmo foi noticiado a agressão física de uma aluna de 10 anos uma professora e a mãe ainda tem capacidade de defender a menina e esse infelismente não foi um caso isolado.
    Daí com certeza tem gente que diz que isso só acontece em escola de periferia….mas a realidade é bem parecida tb. em algumas escolas particulares onde alunos são extremamente mal educados com professores, e eles tb. não podem agir de modo duro com os alunos que falam na cara do professor que “MEU PAI PAGA SEU SALÁRIO”.

  7. Jane,

    Como mãe e professora, consigo ver os dois lados da moeda.
    E destaco a sua frase “não é professor que ensina respeito, por exemplo”. É exatamente isso. Os papéis estão confusos na sociedade. Muita gente confusa! O bom professor (para alguns pais) é aquele que corre atrás do aluno quando este está com nota baixa, o que deveria ser obrigação do aluno! Bom, isso é papo pra um blog inteiro…

  8. Pois é…meu filho tem só 3 anos, mas daqui há 2 vai mudar de escola…e já me pego bem preocupada com isso! Que tipo de escola será melhor para ele? Só uma coisa tenho certeza…é que antes da escola a responsabilidade da educação, formação de caráter…é nossa! Mães e pais! Dá um trabalho…mas quem disse que seria fácil, né?

  9. Como? Difícil, né? Nâo tenho a menor idéia pq não tenho filho. Mas me pego às voltas com perguntas semelhantes. A escolha acho que vai ficar por conta do seu filho, faça o que vc fizer. O que vc pode fazer é sim dar suporte emocional, intelectual e moral para ele escolher bem. Informação, amor e apoio são, se não tudo, muito! Boa sorte! Tenho certeza que vc está fazendo o seu melhor. 🙂

  10. Como? Difícil, né? Nâo tenho a menor idéia pq não tenho filho. Mas me pego às voltas com perguntas semelhantes. A escolha acho que vai ficar por conta do seu filho, faça o que vc fizer. O que vc pode fazer é sim dar suporte emocional, intelectual e moral para ele escolher bem. Informação, amor e apoio são, se não tudo, muito! Boa sorte! Tenho certeza que vc está fazendo o seu melhor. 🙂

    OBS: corrige lá um errinho de digitação: ‘encantarem’, último parágrafo.

  11. Esse tema é realmente muito interessante, ainda não tenho filhos mas acredite eu já penso na educação que ele vai ter.
    Tenho uma meta de parar de falar palavrão antes de ficar grávida.Sério, não ri,não. Nunca gostei da forma de educar tirana do tipo faça o que eu mando e não o que eu faço, sabe?
    Concordo plenamente com a idéia que educação deve começar em casa sim, todos devem trabalhar em conjuntos bem interados em favor da boa formação dos pequenos. Respondendo a pergunta do post eu acredito que oferecer amor, fazer com que seu filho confie em você, o respeite e não o tema, acho que isso ajuda bastante.Pois eles podem até certo momento de encantarem por determinada coisa ou situação condenável, mas coinciência e bom senso não lhes faltarão, disso eu tenho certeza!
    Beijos Miss jane!!!!

  12. Luciene

    Educação é de fato um tema pouco discutido e interessantíssimo,(q palavra esquisita!) a escolha da escola aqui em Ilhéus foi quase uma peregrinação. A divisão de classe (digo social) começa já no maternal – os que um dia terão poder de mando e os que irão ser mandados – infelizmente as escolas com conteúdo para potencializar o que existem em cd criança é de um valor acima da média da maioria da população, soma-se a isso a maioria da população sem conteúdo para ajudar esses filhos, de modo que a migração de mão-de-obra barata para os grandes centros do país estão longe de acabar. E isso é só uma das questões desse assunto.
    Um grande beijo!

  13. Lenita

    Oi, Jane, muito legal que seu grupo de discussões tenha chegado a consenso quanto “valores, é a família que ensina” e também “educação que fica não é a imposta: é a conquistada”.
    E ainda que ” há escolas e há alunos; cada qual que procure seu perfil”.
    Consegui criar dois longe do “moralmente condenável”.
    Como? Jamais proibindo, sempre esclarecendo as dúvidas, conversando, conversando, conversando…
    Aliás, meio controverso isso de “moralmente condenável”, né não?
    Bj

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