Quem não vive na regra é fora da lei?

Eu fui criada – ou me transformei ao longo da vida – numa pessoa que gosta de viver na regra. Basicamente adotei viver dentro do permitido, do que está escrito na placa que Pode Fazer.

Certas coisas bobas me constrangem, como por exemplo guardar lugar na fila pro meu filho e mais um bando de amiguinhos, mesmo sabendo que todas as mães e pais fazem isso  além do que o blog é meu, a fila é minha, o filho é meu …voltando.

Só que não pense você, meu leitor certinho e quadradinho, que acho esse comportamento digno e exemplar. Muito pelo contrário. Acho que é um grave defeito de fabricação, já que por causa dessa neurose interna muitas vezes deixo de fazer coisas banais e que não vão alterar em nada o aquecimento global ou a dinâmica da vida de ninguém.

Talvez essa seja uma caracterísitica de pessoas que estão muito preocupadas com o que os outros vão pensar. E aí um novo problema está instalado. Porque claro que é importante o que os outros pensam, mas também não pode ser a pauta da minha vida.

Não estou fazendo apologia ao jeitinho brasileiro, mas acredito que há uma linha tênue (acho isso tão cirúrgico) entre ser certificado ISO 9 mil e ser fora da lei.

Então. Haverá um acordo possível entre viver na regra sendo só um pouquinho ilegal?

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17 comentários sobre “Quem não vive na regra é fora da lei?

  1. Oi Jane, estou na mesma busca. Se encontrar respostas, por favor, poste por aqui, serei uma pessoa mais feliz neste dia!
    Sempre me sinto o pior dos seres humanos quando dou uma deslizada deste tipo (guardar lugar na fila do restaurante no trabalho; segurar a porta do elevador enquanto marido busca algo em casa, etc). Isso me faz ser mais crítica com as pessoas – que em geral são muito sem noção! E não me faz feliz em nada…
    Beijos e boa procura para você.
    Tati.

  2. graças a Deus a análise me curou deste mal de me preocupar com a opinião alheia.
    Eu aprendoi a danças conforme a música e tbm de acordo com a minha vontade! Sigo o fluxo e sou feliz!
    beijos cumadi!

  3. To com a Tati, se achar a resposta passa! rs E tbm acho q ta mais pra defeito de fábrica. Mas é um eterno dilema, como o anjinho e o diabinho falando um em cada orelha..

    bom, antes eu so passava, agora, como criei um blog, vou comentar
    beijo

  4. Nem sempre o que é legal é moral. Uma coisa legal, definida em lei, pode ser evidentemente imoral. Da mesma forma, uma coisa considerada fora de lei pode ser moralmente aceita.

    Ou seja: a linha é tão delicada que fica impossível definir ao certo o que está errado, o que pode ser aceito.

    Em regra, siga sua consciência e se coloque no lugar dos outros. Com bom senso tudo se resolve, não é?

  5. Bom, desde que não seja um comportamento baseado na preocupação com o que os outros pensamd e vc…tranquilão.

    Eu também sou meio certinha pra muitas coisas, não morri até hoje disso e não tenho sintomas que indiquem um fi próximo de minha existência.

    Bola pra frente.

  6. rosa monica

    Jane, assim como vc eu tb passo por isso, mas eu fico irritada pq acho errado mesmo, falta de educação, ñ é c/ a opinião dos outros.

  7. Nice

    oi jANSCREIDE<
    OLHA EU AQUI DE VOTLA!
    NÃO QUE EU TENHA PARADO DE PASSAR POR AQUI, MAS TENHO PREGUIÇA DE COMENTAR E ESTOU SEMPTRE POR AQUI SIM, LEIO 99% DOS SEUS POSTS.
    eNTÃO SOBRE O ASSUNTO…
    EU TAMBEM FIZ DA OPINIÃO ALHEIA O NORTE DA MINHA VIDA, MAS ISSO NÃO TRAZ FELICIDADE, NÃO AGREGA VALOR E UM DIA VC ACORDA E DESCOBRE QUE ESTÁ COM CRISE DE IDENTIDADE E NÃO SABE SE QUER FAZER AQUILO OU SE OS OUTROS É QUE QUEREM…
    EU ESTOU TRABALHANDO ESTE MEU LADO E TENHO ALCANÇADO UM PATAMAR INESPERADO.
    SE VC ME PERMITE, VOU TE INDICAR UMLIVRO: UM MÊS PARA VIVER ( KERRY E CHRIS SHOOK).
    VC NÃO VAI SE ARREPENDER; O TEMA É: SE VC TIVESSE APENAS 30 DIAS DE VIDA DAQUI PRA FRENTE, COMO AGIRIA?

    É FANTASTICO.
    BJS

  8. brisa

    Jane, tb gosto das coisas certinhas e procuro fazer assim. Nao por me preocupar com o que vao pensar de mim, mas por me fazer bem, alem de servir de exemplo pros meus filhos. Morar nos US tb ajuda, ja que aqui o jeitinho brasileiro nao pega bem, anyway.

    Abs

  9. Agora me diz: pra tudo na vida nao tem exceção? em tudo nao tem margem de erro?
    entao….fazer algo pequeno e ilegal nao quer dizer que está na ilegalidade ou que nao eh honesta.
    tipo: eu odeio mentiras e falo isso aos 4 ventos. mas isso quer dizer que eu nao minto? claro que nao ne?
    todo mundo mente e pequenas mentiras na hora da necessidade e que nao prejudique ninguem nao torna nem eu e nem ninguem uma mentirosa.
    entao estamos combinadas?
    beijoooo beijoooo

  10. Ana Paula

    Eu também me preocupo com que os outros vão PENSAR! Principalmente a família. Perdi muitas oportunidades por isso. Quanto aos pequenos deslizes temos que ter em mente sempre (isso sim) é que o direito dos outros começa quando termina o nosso. Se o direito alheio não está sendo perturbado, mete bronca!

  11. maria t.

    Jane, te entendo muito bem…Mais ainda depois de ser mae, pelo exemplo que se passa – que a gente sabe – educa mais que qualquer conversa e lição de moral…
    No coletivo eu acho que o respeito a regra é o minimo. No pessoal, uso a regra da consciencia…cada um com a sua Um beijao 🙂

  12. Basicamente, eu penso assim: se eu sentir que, de fato, não estou prejudicando outra pessoa, por que não? Exemplo: Chego junto com o marido no shopping, mas peço para ele ir na fila do cinema, enquanto compro a pipoca. Vamos ver o mesmo filme, chegamos juntos e só queremos adiantar o processo. Não vejo nada de errado, porque tanto faz eu estar junto com ele na fila ou esperar sentada num banquinho enquanto ele compra os ingressos.

    Mas uma situação diferente é quando a praça de alimentação está super cheia, e vou lá, Sra. Certinha, pegar a minha comida e, na hora de achar uma mesa, vejo montes de mesas e lugares guardados por pessoas que não estão comendo ainda, enquanto o meu prato esfria. Eu não guardo lugar, deixando a comida dos outros esfriarem. E quando o movimento está intenso, eu procuro desocupar a mesa assim que acabo de comer, dando a vez a outros que estão aguardando a sua vez. Posso bater papo e descansar da minha refeição no café, num banquinho, etc.

    Como você disse, a linha é tênue… mas eu acho que este limite pode ser determinado por esta questão: a minha atitude está prejudicando outra pessoa? Se não, tudo bem. Se sim, então estamos agindo errado.

    Beijos!

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