O fim das vuvuzelas

Por mais que eu não tivesse nem aí pra Copa, achei a desclassificação do Brasil a coisa mais triste do mundo. Não é fácil desarmar tudo, tirar a bandeira do carro, ficar com vergoinha da camiseta, contar pro filho que o time ia voltar pra casa. A minha sorte, falando em filho, foi que o João não realizou direito a Copa. Ele sabia do oba oba, mas não se ligou muito, fez o álbum mais por pressão externa, enfim, a derrota não o derrotou.  

A grande verdade é que o Brasil é o país do futebol. Não mais no sentido de antigamente, onde era o dono do melhor futebol do mundo, praticamente invencível. Mas no sentido de que aqui todo mundo tem um time desde sempre, podendo até mudar, porém jamais ficar sem torcer. Aqui tudo é futebol, principalmente para meninos e homens, é uma paixão, um assunto que agrega (ou desagrega) e sobre o qual é possível discutir por horas a fio.

Pros brasileiros, não ter um time é praticamente igual a ser órfão. Eu mesma não tinha time, e o João ficou altamente comovido e instituiu que eu torço pro Palmeiras, talvez pra não brigar com o pai dele, que é Sãopaulino doente e que anda em cólicas porque o João é Corinthiano. Sim, aqui em casa existe esse seríssimo conflito. João fez a pior opção possível na avaliação do Alê, que inclusive já delegou aos irmãos dele (responsáveis pela escolha do João) a obrigação de bancar a faculdade do João.

Entre mortos e feridos, a Copa acabou pra nós. Nem adianta vir com esse papinho que agora eu torço pro XXXX. Não é a mesma coisa. É melhor mudar de assunto, e aproveitar o silêncio da vida sem vuvuzelas.

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13 comentários sobre “O fim das vuvuzelas

  1. Acho o mesmo que vc, quanto a torcer por outro time, não tem mais graça, acabou.

    Sobre sofrimento, Bruninho sofreu mais, ficou MUITO triste, quando terminou o jogo com a Holanda, mas no final soltou um: “que bom que ainda tenho o meu Corinthians pra torcer, né mãe??”

    Bom, se ele ainda não sabia o que era sofrimento, vai passar a saber agora…ahahahaahahahahaha. Não é fácil ser corinthiano num mundo onde todos os corinthianos são discrimindos. E olha quem fala! Eu, aquela que não torce pra time nenhum, mas não perde a chance de fazer piadinha sem graça.

    Aqui, aconteceu o contrário, marido corinthiano e o resto da família, tanto a dele, quanto a minha (com exceção de um irmão) são paulinos. Os tios ficaram bravíssimos. Mas fazer o que? Carlos incentivou e agora, acabou q Bruno é mais torcedor que ele.

    Adorei o post. Perdão pelo comentário giga!
    Sou sua fã.
    Beijo!

  2. Puxa vida, é verdade. Mas ainda bem que o João não se aplicou muito em assistir a copa do mundo. Quanto ao time, eu digo que eu sou Botafogo antes de ser Brasil… ahehahehae

    Mas po, que escolha do João! É quase como escolher o Flamengo aqui no Rio! haehaehaheahe 2014 vem aí…

  3. Lenita

    Prá quem tem filho pequeno é meio “barra” contar que… acabou.
    E com filho grande? Pensa que é melhor lidar com a “depressão pós desclassificação”?
    Mas bem que me senti meio lesada depois daquele 2 X 1…
    Ainda bem que encaixotaram aquelas milhares de “invenções do Demo”, vulgo vuvuzelas.
    PS: em termos de time, o Alê tem excelente gosto! =D

  4. Jane concordo contigo , só que Ric já entende o que é perde , então eu tive que fazer ele achar legal a Alemanha estar ganhando – especialmente da Argentina hahaha e justificar que ele tem sobre-nome de alemão e tals , tamanha era a decepção do moleque e ai não tinha apoio do pai , pq aqui em casa eu entendo mais de futebol que marido
    Qto a times Ric é bem democrático torce pro Grêmio e o Avai tudo do sul e pra todos que estiverem ganhando .
    Mas falando sério, o melhor é curtir o silencio das vuvuzelas ate 2014.
    bj

  5. Sério que o Alê é spaulino e o joão corintiano? Aqui o Lu comprou camisetinhas babys do São Paulo e tirou fotos deles, caso quisessem mudar qdo crescessem jogari ana cara rs…Fiquei triste tb com a desclassificação embora parecesse que tava nem aí, mas o fim das vuvuzelas foi um alívio, alias o que é isso mesmo rs? beijocas

  6. Aproveita, que temos só mais 4 anos de silêncio!…
    Adorei a frase sobre o “concerto de vuvuzelas”! Faz sentido, faz sentido…rs
    Olha, que eu também não acompanhei nada.
    No dia em que sentei pra assistir ao segundo tempo, deu errado. Até eu, fiquei triste.
    Fiz um post sobre o assunto, na sexta.

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