Violência sem fim

Semana passada eu estava trabalhando em Belo Horizonte e vi no programa Mais Você uma cena da mais absoluta selvageria. Um pai espancando brutalmente os filhos, uma humilhação sem fim, que me atingiu como uma bomba, talvez por eu estar longe do meu filho. Não vou postar o vídeo, mas o link está aqui embora eu tenha certeza que quase ninguém suporta ver até o final.

Eu sou contra bater em criança, comigo realmente não funciona, porque o feitiço volta, literalmente, contra a feiticeira, no caso, EU. Me sinto humilhada e incapaz, e fico com muita vergonha do João, que me olha arregalado, como quem diz: – tá doida?

O que não quero de forma nenhuma é julgar quem bate nos filhos, quero apenas trazer esse tema para pensarmos. Talvez a cultura do pai que pune com vara seja tão “bíblica”, tão inserida na nossa cabeça, que optamos por bater automaticamente, sem parar para refletir nas consequências dessa atitude.

Enfim, por conta do tal vídeo do Mais Você, confesso que  fiquei meio paranóica com o caso e cheguei na Campanha que gostaria de compartilhar, chamada Não bata, eduque.

O vídeo também vale a pena ser visto:

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6 comentários sobre “Violência sem fim

  1. Oi Jane,

    Eu já fui à favor e já dei umas palmadas na Laura, mas vi que não funciona e que, na verdade, é a minha impaciência e não a “arte” dela que acaba por determinar qual palmada que ela ía levar.
    Hoje sou super adepta da conversa e do cantinho do pensamento. E vou te dizer que funciona muito mais do que a palmada.

    Bj

    Cyntia

  2. Andrea Meneghel

    Jane, vi esse tal vídeo e fiquei paralizada, chocada, pensando pq algumas pessoas insistem em ter filhos. Mas isso dá uma outra longa discussão.
    Não gosto de violência, não gosto de gritos e tenho certeza que não quero que meu filho, qnd eu tiver, conviva com esse tipo de coisa. Penso que se der esse tipo de exemplo, além de ensinar que ele pode resolver as coisas com agressão ele também pode vir a se tornar uma pessoa passiva à agressão e perder o amor próprio, oq é destrutivo para qq pessoa.
    Beijo.

  3. Jana eu sinto o mesmo que você apesar de algumas vezes perder um pouco a cabeça. Isso acontece quando estou cansada demais, mesmo assim nem justifica. E depois como eu me arrependo, viu. E penso se não seria mais fácil deixar ela gritar, se jogar no chão ou fazer a mal criação que quisesse até cansar. É complicado viu. Eu apanhei quando criança e isso a gente leva e nem sempre é fácil não repetir os mesmo os costumes que nossos pais tiveram.
    Beijos

  4. Aline

    Me sinto da mesma forma qdo dou umas palmadas na no “bumbum” da minha filha… depois me corta o coração a maneira como ela me olha assustada, por isso hj em dia, respiro 300 vezes antes de bater e converso… o que nem sempre adianta… mas, bater adianta menos ainda.
    Bjos

  5. Olá… desculpe me meter mas já me metendo… tb acho péssimo essa história de bater em criança, em idoso, em animais – pq é tudo indefeso.
    Fico com muita vergonha qd fico um pouquinho mais alterada na frente da minha filha e tb muito triste qd vejo coisas como essa… mas chegar a dizer que isso é uma cultura “bíblica”…
    Olha, seria a mesma coisa dizer que Jesus se fez homem pra nos ensinar a punir uns aos outros.
    A bíblia é muuuito linda e o maior ensinamento dado por ela, através da vida do nosso Salvador, é o AMOR.

    Espero que um dia a humanidade possa se abrir ao amor de Deus. Aí sim, estaremos no caminho certo.
    Bjs Ju Fidélis

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