Era uma vez um bicho papão

dinoJoão está na fase do medo. Eu digo “fase” porque quero crer que tudo passa, tudo passará. Espero mesmo que seja somente uma fase, um momento, já que os medos dele são totalmente inexplicáveis.

A primeira relação de medo e amor é com os dinossauros. Ele ama dinossauro, tem filme, bicho de brinquedo, livros, porém jura que há dinossauros pela casa, mesmo com provas científicas sobre a extinção dos bichos.

Também está rolando medo de ETs, estes então … menos amedrontadores do que os dinos, já que nem sei se há provas que eles existem, com todo respeito ao povo de Varginha.

Eu confesso que não estou sabendo muito como lidar, estou lendo um livro vou procurar ajuda profissional. Também tento estimulá-lo a vencer o medo, mas pra dar uma ajudinha escondi o box do Jurassic Park que comprei achando que eu ia abafar.

Hunf.

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10 comentários sobre “Era uma vez um bicho papão

  1. Sem querer te desanimar, Jane, os medos só vão mudando…
    Semanas atrás fiquei sem dormir pq Caio (aos 8 anos!) estava com medo do Bin Laden, que ele jura ter visto na janela. :-O

  2. Ah, não precisa fazer cerimônia pro povo de Varginha não (digo isso em nome da richa que a minha cidade tem com essa cidade de ETs! Hahaha) Mas realmente, medos são difícieis de lidar porque só vão mudando, como diz a Dany, e quando um se resolve lá vem outro. A ideia da luz acesa é boa e da ajuda profissional também. Eu lembro que quando eu era pequena e tinha medo de algumas coisas minha avó me botava pra ler junto com ela aquela série “Quem tem medo…do escuro/da chuva…”etc. E meu medo/pavor altamente extremo de qualquer tipo de inseto foi vencido com ajuda de uma psicóloga através do contato mesmo: víamos várias imagens e ela me dizia que aquilo eram só imagens, e me contava que mesmo um bicho de verdade é pequeno e inofensivo, essas coisas… Hoje ainda tenho algum asco por barata, sim, mas acho que como qualquer outra pessoa do sexo feminino (e muitas do sexo masculino também, acredite!)
    Beijos, não sei se ajudei, mas desejo boa sorte! 🙂

  3. sabe o que eu descobri outro dia? que a mariana (30 anos) qdo era pequena morria de medo de passar perto do campo de marte pq um dia me perguntou o que era aquele lugar com aquelas luzes e eu disse:”campo de marte”, sem explicar que era um aeroporto. ela ficou imaginando que era um lugar de…marcianos!

    medos são assim mesmo, estranhos e passageiros. ainda bem, né?

    bj

  4. É só uma fase, é bom ter medo! Mesmo que na infância os medos sejam de seres “fantásticos” ou de coisas muito ilógicas.
    A minha está na fase de medo de pessoas com máscaras, palhaço então é o terror.
    O legal e que vc vê que ele está com a imaginação bem fértil! 🙂

  5. Jane, eu tomava banho de porta aberta a praticamente gritando musiquinhas pra vencer o medo. Não deu certo, sou mto medrosa até hoje, mas olha, no meu caso tinha (e ainda tem) uma irmã mais velha q ficava tentando (e conseguindo) me assustar. Como não é o caso dele, acho q passará!

  6. Menina venho aqui no seu blog sempre… mas leio e não comento…
    só que agora acredito que chegou a hora…
    No ano passado sofri muito com o medo do meu filho, tinha medo de tudo, principalmente de ficar em algum lugar sem eu ou o pai… Passamos muito trabalho…
    Levei em uma terapeuta familiar que conversou com ele e conosco… e depois de algumas mudanças de atitude, hoje ele fica em casa sozinho pra eu ir no mercado, na fruteira, no banco…
    Não demonstra mais o medo como antes… Pra nós foi assim que resolveu.

    Abraços
    Att,
    Fernanda

  7. Sabe que eu estava relendo esse seu texto e achei por bem comentar.
    Primeiro que seria legal afirmar que a história de que “homem não tem medo” está enterrada. Home m tem medo sim, medo (um pouco) é necessário, quem tem medo se cuidad mais. O João saberá o que é medo quando tiver a primeira namorada, pode ter certeza. Tive a pouco tempo uma experiência diferente com minha filha (de 10 anos). Estava eu assistindo Tv quando começou aquele filme “O Chamado”, ela pediu pra assistir e eu logo alertei q não era pra ela. O argumento foi determinante: Eu quero, não tenho medo!. Então tá, deixei assitir pra ver o que iria rolar. Ela assistiu, entendeu, curtiu, planejou assistir outros comigo e quando sai do banho vem pra cima de mim como se fosse aquela menina do filme (com o cabelo todo pra frenet). E eu que tenho medo, ninguém me dá a mão?

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