Eu queria ter na vida simplesmente …

Voltei esse post, originalmente publicado em julho de 2010, para homenagear meu amigo Rubinho, que nos deixou hoje. 

 

No meu sonho eu tenho uma quitanda. Na minha quitanda é tudo limpinho, “lustroso”, os grãos são vendidos a granel, que nem quando eu era pequena. Os fregueses (lá não tem cliente, eu tenho freguesia) me pedem pra guardar a mercadoria, e eu também indico o que está fresquinho.

Na minha quitanda tem queijos, doces de cortar,  umas linguiças calabreza penduradas nuns ganchos, café moído na hora pra comprar o pó, e café moído na hora pra tomar também.

Pra acompanhar, eu posso assar uns pães de queijo, e também tem a massa pra vender, pega alí na geladeira. Tem chá fresquinho pro bebê com cólica, pra mamãe ter leite, pros insones.

Os amigos se reunem lá, todo mundo coloca um cartãozinho de suas melhores habilidades no mural da minha quitanda. Quem sabe fazer comidinha pode deixar lá pra vender, quem sabe fazer craftices também, todo mundo dá pitaco, é a casa da mãe Joana.

Muitas pessoas sabem desse meu desejo, que nem é desejo, é sonho mesmo, porque na minha imaginação tudo dá certinho, mas na realidade nem sei se seria viável.

Aí o querido do Rubinho, do blog do Seo Rubs (segue ele no twitter @rleme), me mostrou um vídeo lindo, que praticamente traduz o meu sonho, e ainda emociona. Vê só:

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17 comentários sobre “Eu queria ter na vida simplesmente …

  1. Na minha cidade ainda se encontra alguns armazéns assim. aqui nós os chamamos de “venda” ou quitanda mesmo, sinto tanta saudade da minha infância quando entro nelas.
    Se você abrir uma, avisa! 😉
    BJO

  2. Que achado esse vídeo. Que vontade de conhecer o armazém e esta família tão linda, tão unida. Descobri que estou precisando de macela para uns travesseiros… acho que tenho que ir a Minas… heheh
    É um sonho interessante esse seu, mesmo que seja só sonho. Há também possibilidades intermediárias aí, não?
    Que você realize todos os seus sonhos que achar possíveis.
    Ou (im)possíveis!! hehhehehe
    Beijos.

  3. Eu queria morar na roça, viver com as coisas da terra… livre, leve e solta.
    Lá, eu queria ter uma oficina de bicicleta e pronto… será que é pedir muito que lá tb tenha internet e Sky? E que não tivesse bichos peçonhentos e/ou voadores?
    Bem, tb não quero muito… só paz!

    Bjs 1000

  4. A nitidez da nossa necessidade de buscar a paz em algum lugar e algum momento me fez compartilhar este video (e agora este post) com as pessoas que mais quero ver bem. O video ficou abrilhantado com esse texto lindo. Obrigado por deixar te encontrar.

  5. Flavinha

    Nossa Jane… que vídeo mais lindo… me emocionei…

    E que seu sonho se torne realidade, clientela com certeza você já tem de monte!

    Bjo!

  6. Lenita

    Jane, me chama quando for a venda inaugural da tua quitanda?
    Tô muito precisada de de goiabada cascão, cachaça de alambique e um par de alpargatas…
    Que seja breve.
    Bj

  7. Janoca, não sei se é a TPM, mas esse vídeo me fez chorar… Meu Deus, não sabia que ainda existia armazens assim..e uma familia tão linda de coração!!!…me lembrei que quando era criança (long time ago) , tinha um armazém perto da minha casa que era igualzinho ( na estrutura) e nós compravamos com caderneta… lembrei do nome do dono..seu Jurandir…nossa que saudades me deu… quando vejo essas coisas eu digo que era feliz e não sabia…se pudessemos voltar no tempo voltaria sim…tudo de novo…era pobre e era feliz…hoje melhorzinha de vida não tenho tantas alegrias como tive…mas é assim mesmo… deu pra sentir né? rsrsrs nostalgia pegou pesado…
    Bjs carinhosos e parabéns aos artistas do vídeo….
    Márcia

  8. LENE

    Janeeee vc é simplismente d+++++ garota não tem trsiteza que resista quando visitamos seu blog kkkkkkk
    a proposito eu tbm não sei digitar “direito” kkkkkk.mas é assim mesmo o povo sempre entende .

  9. Já tinha visto este lindo vídeo no blog das meninas Rainhas do Lar.
    Me emociono horrores, guardei-o dentro do coração e toda semana dou uma espiada.
    Acho que nos comovemos pela sinceridade e confiança que ainda existe em algumas cidades pequenas.
    Quando estamos em cidades “grandes” não pensamos no próximo tão próximo.
    Lá, parece que o tempo parou, os donos visitam os sítios, acompanham o desenvolvimento da família e acabam fazendo um bem social, que em tese, deveria ser feito pelo governo.
    Beijos.

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