O amor é um grande laço…

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Dizem que o amor não prende, não amarra, não é nó, precisa ser laço. Mas em Paris o papo é outro.

A eternidade – ou a prisão – do amor é simbolizada por cadeados fixados às grades da Pont des Arts, para revolta dos parisienses menos românticos e de pessoas que alegam que os cadeados interferem na segurança da estrutura da ponte, poluem a paisagem e ameaçam o patrimônio histórico da cidade.

Passando pela Pont des Arts confesso que fiquei um pouco chocada com a quantidade de cadeados, sem falar nos modelos ultra seguros, grandes, com senha, tipo travas Mul-T-Lock (só quem teve carro na década de 90 entenderá essa piadinha sem graça).

Parece que a prefeitura retira de tempos em tempos as grades com os cadeados e que há estudos afirmando que as estruturas não são ameaçadas pelo peso. Portanto, fique à vontade se quiser prender seu amor a sete chaves (embora os especialistas não recomendem).

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Conheci a Pont des Arts no dia que fui visitar a Catedral de Notre Dame, outro passeio imperdível. Entrei na igreja (grátis, não fui às torres) e observei com calma todos os lindos detalhes, em especial os vitrais e a arquitetura. Vale a pena a visita atenta e uma boa volta por fora da igreja, riquíssima em detalhes.

 

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Vitrais e rosácea da Catedral de Notre Dame.

 

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Entrada da Catedral.

 

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Vista lateral. Imperdível.

 

E para quem quiser ouvir a música do título desse post, clica aqui.

Falando em filme …

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Falando em filme – e dando um tempinho nos temas parisienses – vim contar sobre HER (traduzido como “Ela”), assistiu?

Eu assisti dia desses  porque fiz uma meta maluca de ver todos os filmes que concorreram ao Oscar o que, obviamente, não cumpri. De toda forma, esse filme estava na lista e, bem …. contextualizando.

HER foi dirigido por Spike Jonze, ex marido da Sofia Coppola, diretora de Encontros e Desencontros (Lost in translation), filme que se passa em Tokio, com a Scarlett Johansson e o Bill Murray.

O filme se passa num futuro próximo, em Los Angeles, com algumas cenas futuristas filmadas em Shanghai. Theodore (Joaquim Phoenix)  é um escritor solitário que compra um novo sistema operacional para seu computador. Lá pelas tantas, ele acaba se apaixonando pela voz do programa (voz da Scarlett, maravilhosa, diga-se, até eu me apaixonei), dando início a uma relação amorosa. O filme é lindo, delicado, faz refletir e – para piorar – é uma resposta de Jonze à Sofia, uma declaração de amor. 

A minha querida amiga Dani Cascaes (arroba rockstar @DaniCascaes) já tinha publicado a respeito e ela me autorizou postar os seus comentários, além de ter enviado fotos lindas da viagem que  fez a Shanghai.  Preparem-se para pirar!

Assisti “Ela” (Her) do Spike Jonze e amei. Tudo bem, sou suspeita, amo o trabalho de Jonze antes de ser modinha. A sensibilidade de SJ ao mostrar a solidão do personagem de Joaquim Phoenix (Maravilhoso no papel) me deixou com nó na garganta em vários momentos. E a Los Angeles futurista de Jonze que na verdade foi rodada em Xangai, cidade pela qual sou apaixonada, das mais incríveis que conheci, terminou de encher meu coração de saudade. “Ela” parece uma carta de amor a Sofia Coppola, ex de Jonze e, sobretudo, uma resposta a “Lost in Translation” de Sofia. Fico impressionada como a sensibilidade dos dois é parecida e até a escolha da trilha sonora (Sempre perfeita). Como eles se parecem. Me empolguei nesse post, né? Mas é que toda paixão justifica qualquer eventual excesso. Ai, meu coração. [suspiros]

A Dani depois me mandou outra mensagem, acho que  não era para escrever aqui, mas achei tão certo o que ela disse:

Para mim tal qual o Lost in Translation foi um tapa no Jonze, ex da Sofia, Her foi uma resposta para ela. Que coisa mais linda e genial ambos colocarem a Scarlett Johansson nos dois filmes. Gosto de pensar que um é o grande amor do outro. Como eles eram foda juntos. Sofia é genial, Jonze é absurdo e eu sou cafona porque ainda quero um final feliz. Um filme feito pelos dois.

Bem isso: … paixão justifica qualquer eventual excesso.

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Por fim, uma frase do filme: Se apaixonar é uma coisa louca, uma loucura socialmente aceita.

Obrigada Dani querida.

Os 6 anos do João

Hoje vai ter bolo, teve beijo, presente, muita alegria: nosso bebê já tem 6 anos! E nada melhor que um bebê de 6 anos.

Ele está grande, independente, saudável, sabe ler, contar. É engraçado, desencanado, mas um pouco metódico.

Já parece um míni hominho, mas ainda gosta de se fantasiar de super herói.

Filho, meu amor, agora que você já sabe ler, vou te contar um segredo: não consigo viver sem você!

Jane ilustrada

Eu ganhei da Lu Brasil uma ilustração de mim mesma, feita pela Dona Flor. Me amei dum tanto ….

Eu não sabia que eu era tão moderninha assim, achei pura dignidade, calça saruel, casaquinho, sandália lhenda. E magra, que é o que realmente importa nessa vida.

Não, pensando bem, o que importa é ter amigos que lembram da gente quando descobrem coisas legais. Lu, te amo amiga, e eu não falo isso toda hora só porque realmente eu tenho certeza que você sabe!

Selinho Kreativ Blogger Award

kreative_blog_premioE depois de toda aquela embromeixan do post anterior, vim, finalmente, postar o selinho Kreativ Blogger Award que ganhei do blog Toda POP na Vida, da queridota Mosana!

As regras do prêmio são essas: 
1) Agradecer à pessoa que lhe deu o prêmio – BRIGADA !
2) Copiar o logotipo e colocá-lo em seu blog – OK
3) Linkar o blog que nomeou você para o prêmio – OK
4) Falar sete coisas sobre si mesmo que os outros possam achar interessantes.
5) Nomear outros sete blogs para o Kreativ.
6) Postar links dos sete blogs que você indicar.
7) Deixar um comentário nos blogs para que saibam que foram nomeados.
 
Gentem, deixarei de nomear blogs para postar. Quem quiser, pode fazer um post desse selinho, vou ficar feliz e menos culpada por indicar ou quem não quer, ou quem já tem, ou quem quer e não ganhou.
Então, agora vou falar 7 (ou 700) coisas sobre mim, e fiquei pensando que gostaria de escrever coisas sobre a maternidade, já que este blogueto está com cheiro de neném.
Além disso, esse é um assunto que acho que ainda não explorei muito por aqui, principalmente sobre o começo da minha carreira de mãe!
 
Let’s go, em forma de texto, pode ser?
 
Quando o João nasceu não houve explosão de amor. Ao contrário, lá na maternidade eu me sentia num hotel e eu ainda tinha uma relação, digamos, formal com meu filho. Me traziam ele, eu amamentava e quando ele chorava, todos – inclusive eu –  alegavam stress e ele era levado para o berçário.
 
Quando chegamos em casa, na garagem do prédio eu já comecei a chorar. Sentia um imenso vazio, um medo incrível daquele bebê e uma dependência total do meu marido. Todos os sentimentos eram absolutamente novos e perversos.
Toda essa novidade foi sendo digerida durante 10 dias, quando eu voltei a me sentir EU. Até então, eu não era eu, nem meu corpo era o meu, nem aquele bebê era o que eu pensei que seria.
 
Passado esse período, tudo começou melhorar e nosso vínculo foi se  estabelecendo com o tempo, ao longo da amamentação, que fucionou perfeitamente embora não tenha sido automática e nem fácil.
Eu passei a conhecê-lo e, principalmente, a me reconhecer naquele novo papel de deixar de ser filha para passar a ser mãe.
E assim nasceu a mais linda história do maior amor que eu jamais teria experimentado se não tivesse mergulhado de cabeça em tudo que vivi.

Um homenzinho vem surgindo

O João está crescendo muito rápido, e o bebezildo já foi, já era (como ele diz).

Agora, ele dorme feito uma pedra. Quando ele era pequeno, eu ficava com ele no colo durante a soneca, porque ele simplesmente não funcionava se não tirasse aquelas sonecas diárias e se fosse colocado  na cama, acordava (o velho golpe). Agora, ele se recusa a dormir de dia, e se entra no carro (melhor remédio pra dormir) ele segura os dois olhos abertos com a ponta dos dedos. Porém a noite, depois que dorme, eu posso transportá-lo até pelo pé que ele nem tchuns. Eu troco de roupa, tiro o tenis, escovo o dente, coloco pra fazer xixi e ele lá, dormindão.

Fazer xixi também é um evento. Coloco ele dormindo, em pé (dica do pediatra-monstro, pro João ver como é chato levantar pra fazer xixi e largar mão disso) e ele fica pendurado fazendo um mega xixizão. Mas quando faz sozinho, durante o dia e tals, ele não segura o pipi pra não ter que lavar a mão. É a porquice masculina se estabelecendo, lutemos mães unidas.

Também agora deu pra arrotar. E alto. Eu chamo atençaõ e ele ainda me fala, com naturalidade: “mas eu comi, né mãe?” . Como quem diz: quer o quê?

Ele estava usando mil pomadinhas, uma para cada pereba (é, meninos vivem estrupiados) e ele falou: “nossa, sou o rei da pomadinha. E a vovó Nadia é a rainha da cuequinha”. É que minha sogra só dá cueca pra ele de presente, e … sogras!

Como é gostoso ver que ele está crescendo…. já falei isso né? Mas é que meu coração até dói de amor.

Editê: se o pai da criaturinha me pega falando pipi, xixi …. da vida da sogra, tô na roça!

pirata