O amor é um grande laço…

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Dizem que o amor não prende, não amarra, não é nó, precisa ser laço. Mas em Paris o papo é outro.

A eternidade – ou a prisão – do amor é simbolizada por cadeados fixados às grades da Pont des Arts, para revolta dos parisienses menos românticos e de pessoas que alegam que os cadeados interferem na segurança da estrutura da ponte, poluem a paisagem e ameaçam o patrimônio histórico da cidade.

Passando pela Pont des Arts confesso que fiquei um pouco chocada com a quantidade de cadeados, sem falar nos modelos ultra seguros, grandes, com senha, tipo travas Mul-T-Lock (só quem teve carro na década de 90 entenderá essa piadinha sem graça).

Parece que a prefeitura retira de tempos em tempos as grades com os cadeados e que há estudos afirmando que as estruturas não são ameaçadas pelo peso. Portanto, fique à vontade se quiser prender seu amor a sete chaves (embora os especialistas não recomendem).

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Conheci a Pont des Arts no dia que fui visitar a Catedral de Notre Dame, outro passeio imperdível. Entrei na igreja (grátis, não fui às torres) e observei com calma todos os lindos detalhes, em especial os vitrais e a arquitetura. Vale a pena a visita atenta e uma boa volta por fora da igreja, riquíssima em detalhes.

 

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Vitrais e rosácea da Catedral de Notre Dame.

 

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Entrada da Catedral.

 

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Vista lateral. Imperdível.

 

E para quem quiser ouvir a música do título desse post, clica aqui.

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Eu queria ter na vida simplesmente …

Voltei esse post, originalmente publicado em julho de 2010, para homenagear meu amigo Rubinho, que nos deixou hoje. 

 

No meu sonho eu tenho uma quitanda. Na minha quitanda é tudo limpinho, “lustroso”, os grãos são vendidos a granel, que nem quando eu era pequena. Os fregueses (lá não tem cliente, eu tenho freguesia) me pedem pra guardar a mercadoria, e eu também indico o que está fresquinho.

Na minha quitanda tem queijos, doces de cortar,  umas linguiças calabreza penduradas nuns ganchos, café moído na hora pra comprar o pó, e café moído na hora pra tomar também.

Pra acompanhar, eu posso assar uns pães de queijo, e também tem a massa pra vender, pega alí na geladeira. Tem chá fresquinho pro bebê com cólica, pra mamãe ter leite, pros insones.

Os amigos se reunem lá, todo mundo coloca um cartãozinho de suas melhores habilidades no mural da minha quitanda. Quem sabe fazer comidinha pode deixar lá pra vender, quem sabe fazer craftices também, todo mundo dá pitaco, é a casa da mãe Joana.

Muitas pessoas sabem desse meu desejo, que nem é desejo, é sonho mesmo, porque na minha imaginação tudo dá certinho, mas na realidade nem sei se seria viável.

Aí o querido do Rubinho, do blog do Seo Rubs (segue ele no twitter @rleme), me mostrou um vídeo lindo, que praticamente traduz o meu sonho, e ainda emociona. Vê só:

Outubro Rosa

Aproveitando o clima do Outubro Rosa, e com aquele medo típico das primeiras vezes, entrei para o time das que fazem mamografia. Leia-se para o time das mulheres de quarenta – ou em torno disso.

Da primeira mamografia (e de um monte de outras primeiras coisas) a gente não esquece, mas ainda bem que não lembrarei da minha como algo muito doloroso.

Fui para o exame crente que meu peito viraria uma panqueca, segundo palavras da minha própria mãe, ó que amor sincero amor verdadeiro ❤ ! Mas na verdade não doeu tanto, ou eu sou casca grossa (bem provável).

É uma dor totalmente suportável, que dura poucos segundos, nada que seja motivo para não realizar a mamografia ou adiar. Aliás, temos que ficar atentas a esses pequenos desencorajamentos que vão entrando na nossa cabeça.

Para ilustrar, tirei uma foto de uma correntinha-lembrete que ganhei ano passado, num evento que participei e postei aqui.

Oct

Para complementar as histórias de outubro, visitei a Margaret, na Bahia. Ela postou fotos no blog dela, vai lá ver. Aproveita e lê a história da Marga, que venceu um câncer de mama com determinação, coragem e principalmente alegria de viver!

Marga, dedico esse post e meu peito panqueca a você!

A moda do Tem Que Ter

Não sei se vocês repararam, mas a nova onda do pedaço é Ter Que Ter alguma coisa. De preferência essa coisa Tem Que Ser bem supérflua, tipo um sapato com o bico metálico. Ou seja, algo que definitivamente Não Temos Que Ter. Ao contrário, se não tivermos, vida normal!

Mas essa coisa controlada, essa invasão, me incomoda. Não que eu não queira ter muito do que aparece na revista ou na TV. Quero sim, e gosto de querer. Mas sou de um tempo em que a gente tinha tempo de sonhar com um desejo. Uma roupa da moda, uma bota, uma computador, um celular incrível. Mas agora, no tempo do Tem Que Ter, você mal ganha dinheiro para, enfim, ter o que lhe foi imposto e aí ….. vira Tinha Que Ter, vira passado.

Ando meio chocada com isso tudo, com essas regras onde não cabe discussão ou reflexão. É tudo bem simples, tipo ameba. Tem Que Ter. E acabou.

Ágatha. Quem nunca?

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Uma unanimidade: Avenida Brasil.

Outra: Ágatha, a filha gordinha da temida Carminha, que aliás não cansa de dar esporro na menina, principalmente quando os temas são comida e beleza.

Na casa da Ágatha, o buylling come solto. Aliás, que medo desse tal “bulin”.

Na minha época eu era enferrujada (sardenta), a Dolores era conhecida como Bolores (porque tinha um capítulo do livro chamado Bolores e Fungos), minha prima magricela era Pau de Virar Tripa (virar tripa? seria pra fazer linguiça ou algo do gênero?). Fora que minha forma física também não era das melhores….

Fato é que #todosama a Ágatha. Acho que é porque todo mundo um dia na vida foi Ágatha. Mesmo assim, a gente não quer que  nossos filhos sejam Ágatha, Deus os livre e guarde.

Post Musical / Utilidade Pública / O fim do lá lá lá

Sou super musical, já contei né? E gosto de rádio, por mais antigo que isso possa parecer a você, jovem leitor. No carro rola rádio direto.

Rádio é aquilo ….  Toca de tudo um pouco e é uma ótima diversão ficar trocando de estação.

E o melhor é que tem um aplicativo chamado Shazam que “ouve” a música e conta tudo sobre ela. O mundo tá muito moderno! Aí eu não preciso ficar fazendo lá lá lá até alguém me ajudar a descobrir de que música se trata. Um mico a menos na vida!

Essa foi a última música que o Shazam me ajudou a descobrir.