Falando em filme …

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Falando em filme – e dando um tempinho nos temas parisienses – vim contar sobre HER (traduzido como “Ela”), assistiu?

Eu assisti dia desses  porque fiz uma meta maluca de ver todos os filmes que concorreram ao Oscar o que, obviamente, não cumpri. De toda forma, esse filme estava na lista e, bem …. contextualizando.

HER foi dirigido por Spike Jonze, ex marido da Sofia Coppola, diretora de Encontros e Desencontros (Lost in translation), filme que se passa em Tokio, com a Scarlett Johansson e o Bill Murray.

O filme se passa num futuro próximo, em Los Angeles, com algumas cenas futuristas filmadas em Shanghai. Theodore (Joaquim Phoenix)  é um escritor solitário que compra um novo sistema operacional para seu computador. Lá pelas tantas, ele acaba se apaixonando pela voz do programa (voz da Scarlett, maravilhosa, diga-se, até eu me apaixonei), dando início a uma relação amorosa. O filme é lindo, delicado, faz refletir e – para piorar – é uma resposta de Jonze à Sofia, uma declaração de amor. 

A minha querida amiga Dani Cascaes (arroba rockstar @DaniCascaes) já tinha publicado a respeito e ela me autorizou postar os seus comentários, além de ter enviado fotos lindas da viagem que  fez a Shanghai.  Preparem-se para pirar!

Assisti “Ela” (Her) do Spike Jonze e amei. Tudo bem, sou suspeita, amo o trabalho de Jonze antes de ser modinha. A sensibilidade de SJ ao mostrar a solidão do personagem de Joaquim Phoenix (Maravilhoso no papel) me deixou com nó na garganta em vários momentos. E a Los Angeles futurista de Jonze que na verdade foi rodada em Xangai, cidade pela qual sou apaixonada, das mais incríveis que conheci, terminou de encher meu coração de saudade. “Ela” parece uma carta de amor a Sofia Coppola, ex de Jonze e, sobretudo, uma resposta a “Lost in Translation” de Sofia. Fico impressionada como a sensibilidade dos dois é parecida e até a escolha da trilha sonora (Sempre perfeita). Como eles se parecem. Me empolguei nesse post, né? Mas é que toda paixão justifica qualquer eventual excesso. Ai, meu coração. [suspiros]

A Dani depois me mandou outra mensagem, acho que  não era para escrever aqui, mas achei tão certo o que ela disse:

Para mim tal qual o Lost in Translation foi um tapa no Jonze, ex da Sofia, Her foi uma resposta para ela. Que coisa mais linda e genial ambos colocarem a Scarlett Johansson nos dois filmes. Gosto de pensar que um é o grande amor do outro. Como eles eram foda juntos. Sofia é genial, Jonze é absurdo e eu sou cafona porque ainda quero um final feliz. Um filme feito pelos dois.

Bem isso: … paixão justifica qualquer eventual excesso.

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Por fim, uma frase do filme: Se apaixonar é uma coisa louca, uma loucura socialmente aceita.

Obrigada Dani querida.

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Como treinar seu Dragão – Resenhazinha

Eu sou ruim de resenha, mas sou boa de inventar moda e contar coisas, então vamulá.

O filme Como treinar seu Dragão trata da história de um pequeno viking que tem a missão de exterminar os grandes e terríveis dragões que ameaçam o seu povo, missão essa que também é de todas as outras crianças, que devem se transformar em vikings destemidos.  Ocorre que ele não tem a menor vocação pra ser o substituto de seu pai, e a partir desse conflito a história de desenrola.

A lição do filme é que nem sempre precisamos ser o que as pessoas esperam que sejamos, nem mesmo temos que atender as expectativas dos nossos pais (ou filhos, ou chefes, ou vizinhos) para fazermos a coisa certa. Outra lição é que muitas vezes, ao fazermos o que todo mundo faz, no automático, estamos perdendo a oportunidade de aprender um jeito novo de encarar as dificuldades que se apresentam.

Muito legal, recomendo.

É 3D, então as imagens são realmente impressionantes. Só acho que é recomendável para adultos e crianças que coloquem os óculos e fiquem com eles (não fiquem tirando toda hora) porque da última vez que fomos num 3D, o João vomitou 3D (3 dias), por causa desse tira e põe.

Veja o trailer aqui.

Fatal (Elegy) – Mais uma não-resenha

fatalEu assisti mais um filme daqueles que eu me sinto na obrigação de vir aqui contar, de tão bom que foi. Mas a minha péssima fama enquanto fazedora de resenhas atingiu níveis alarmantes, e fui duramente criticada (#drama) pelo Carlos, do Sofismando, que inclusive fez uma resenha digna sobre o mesmo filme que eu falarei.

Tá, nem tanto, nem tão duramente criticada, já que pela graça de Deus pai ele está apaixonado e envolvido com seu casamento, me poupando de algumas verdades a respeito das minhas resenhas sofríveis. Só que ele falou que eu não deixo minha opinião, apenas traço um paralelo entre o filme e minha própria vida. E ele está certo. Quer dizer, estava.

Dessa vez vou abalar Bangu com minha não- resenha. Falarei do filme de uma forma criativa e inovadora, quer ver?

FATAL é a história de um renomado professor chamado David Kepesh (Ben Kingsley) que se envolve, sem a menor intenção de se apaixonar, com uma aluna 30 anos mais jovem, que é ninguém menos que a Penelope Cruz, chamada Consuela no filme. Com o andar da carruagem, ele vai ficando cada vez mais apaixonado e dependente dela e isso está estampado nos olhos dele. Só que, diferente do que parece no trailer do filme, ele não a persegue, não é obsecado por ela, ao contrário, ele a deixa ir e vir, em todos os momentos.

Eu destaco a atuação de Ben Kingsley, que não é um homem bonito, nem mesmo sexy (na minha opinião), mesmo assim ele suporta o papel um homem que seduz uma mulher tão linda quanto Consuela. Ele deixa transparecer que está perdidamente apaixonado e entregue a uma mulher muito mais jovem do que ele, sem ter a menor idéia do que fazer para reverter a situação.

Penélope, por sua vez, atua de forma totalmente solta, e vai envolvendo e se envolvendo de uma maneira assustadora. Ela está linda, cheia de juventude no olhar, porém muito sedutora e ditando as regras do jogo.

David tem um amigo poeta, com quem tem longas conversas. Além do amigo, ele fala consigo mesmo muitas vezes, pensa, matuta, e pouco conclui.

Nessas conversas são ditas algumas frases impactantes por David, para o David e por Consuela:

A velhice não é para covardes.

A maior surpresa da vida para um homem é a velhice.

Ela sabe que é bonita, mas ainda não sabe o que fazer com a beleza.

Você é um homem encantador.

Eu me sinto ansioso ao menos em falar com ela ao telefone todos os dias. E eu me sentia ansioso depois de ter falado.

Um futuro com você me assuta porque há uma diferença de 30 anos entre nós.

Mulheres bonitas são invisíveis e nunca vemos a pessoa, porque somos bloqueados pela barreira da beleza.

Ficamos tão deslumbrados pelo exterior que não enxergamos o interior.

E essas frases rolam somente nos primeiros 45 minutos de filme. O resto? Assistam. Vale muito a pena.

Caramelo

carameloPrimeiramente, peço desculpa a você, leitor formiga, que chegou aqui achando que eu ia falar do desejado doce dourado.

Segundamente, peço desculpa a você, leitor antenado, que perceberá rapidamente que eu não sei fazer resenhas sobre filmes que assisto, isso sem contar que – em geral – estou cerca de um ano atrasada, falando sempre de filmes dazantiga.

Caramelo é o último filme que assisti, fruto do meu novo empreendimento ilícito: baixar filmes na net. Se você for Policial Federal ignore esse post.

Mas voltando à pseudo-resenha, é um filme sobre a vida de 5 mulheres que dividem suas frustrações, suas alegrias, seus fracassos e seus sucessos. O filme se passa em Beirute, 3 delas trabalham num salão de beleza, uma delas é costureira e cuida da irmã mais velha. Todas querem a mesma coisa: amar e serem felizes!

Tem humor, amor, cenas lindas, fotografia delícia, açúcar e caramelo (só no começo 😉 ).

Vejam o trailer:

Vicky Cristina Barcelona

vichyEu sei que talvez seja tarde demais e que a maioria de vocês  já tenha visto Vicky Cristina Barcelona há  mais de um ano, mas eu posso explicar.

O Alê é o reponsável pelo departamento de entreterimento aqui em casa e, em geral, ele aluga filmes que não combinam com meu estado de espírito. Quando ele acerta, resolve assistir os filmes num horário que ele, o meu espírito, já está se soltando do corpo, preso apenas por um fio, querendo dormir ou entrar em alfa, beta, gama, ou qualquer outra letra do alfabeto grego.

Assim, meu delay cinematográfico é de dar dó até em tartaruga manca. Mas isso não me impede de vir aqui falar quando eu amo um filme, ainda que seja atrasadamente.

Esse post não tem a menor intenção de ser uma resenha, porque eu não tenho mesmo essa capacidade. Tem apenas a intenção de falar sobre um filme bonito, quente, de amor, que faz pensar.

Duas amigas que têm visões opostas sobre a vida se envolvem com a mesma pessoa numa viagem à Espanha. Ele, que por sua vez é um pintor e que mais por sua vez ainda e o Javier Barden, é extremamente livre e a favor do manjado “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” . Ele vive com cada uma delas um tipo de relação e ambas saem dessa história modificadas. 

O filme faz bem pra alma, coração e olhos, porque o Javier tem alguma coisa que estou há horas tentando entender, detectar ou pelo menos localizar para poder explicar cumé que o negócio ocorre. Mas o lance com ele é secreto, mas tão secreto, porque vai alem da beleza e da “pegada”. Deve ser alguma marca no cromossomo Y.

Querem tentar achar o que o RRRavier tem ?

javier

Documentário Jogo de Cena

Sábado eu assisti no GNT um documentário incrível chamado Jogo de Cena, onde mulheres reais contam suas histórias de vida e atrizes famosas recontam a mesma história.

A Marilia Pera falou uma frase que me marcou. Ela disse que fazemos de tudo pra disfarçar lágrimas sinceras, tentando esconder, evitar ou enxugar antes que elas lavem nosso rosto. Já as lágrimas fakes, tipo das atrizes, são mostradas e escancaradas!

E no documentário é assim mesmo. Quando as mulheres estão contando suas histórias, elas levantam a cabeça, apertam o canto dos olhos com os dedos e fazem de tudo pra engolir o choro, porque são lágrimas sinceras e incontroláveis. Quem nunca passou por isso?

Atendendo a um anúncio de jornal, oitenta e três mulheres contaram suas histórias de vida num estúdio. Em junho de 2006, vinte e três delas foram selecionadas e filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em setembro do mesmo ano, atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas pelas personagens escolhidas.

Super interessante, adorei.

Ai eu achei no Youtube esse trailer, olhem como é:

Só no filé – Programa legal em Sampa

peixeHoje fomos assitir o documentário Fundo do Mar, lá no Shopping Bourbon.

A coisa se dá em 3D, a gente recebe os óculos (leandos) que dão esse efeito  e realmente se  tem a sensação de estar no fundo do mar.  Sem os óculos a imagem na tela fica estranha e duplicada. Com os óculos você tem até vontade de pegar os peixinhos que passam colados ao seu rosto.  Tanto que no começo todo mundo levanta a mão pra pegar as águas vivas. Menos eu, que sou um ser humano centrado, oi?

É super real e ataca um pouco a labirintite. O João até vomitou no final, midepila? Mas já ta bão sebastião. Tirando esse detalhe tétrico, achei realmente incrível.

Vejam mais detalhes aqui.