Palavras bonitas

Foi publicada na Revista Bula uma reportagem com as 40 palavras mais belas da língua portuguesa, obtidas a partir de enquetes realizadas com leitores.

Claro que as palavras escolhidas são aquelas que, na maioria das vezes, significam algo bom, e não necessariamente palavras que tenham um som bonito. Quem escolheria “cemitério”, como sendo uma palavra bonita (embora seja, na minha opinião)?

Eu sou ligada em palavras mas prefiro observar o som e não somente o sentido. Para isso fica mais fácil prestar atenção em palavras em inglês ou em outros idiomas. Vale o som pelo som, sem importar se são positivas ou negativas.

Eu adoro as palavras suspicious e surrender, que nem sempre têm significados positivos (suspeito e rendição), porém os sons são bonitos.

Bonito mesmo é ver/ouvir o Elvis cantar Suspicious Mind.

E suas palavras favoritas? Quais são?

 

Eu queria ter na vida simplesmente …

Voltei esse post, originalmente publicado em julho de 2010, para homenagear meu amigo Rubinho, que nos deixou hoje. 

 

No meu sonho eu tenho uma quitanda. Na minha quitanda é tudo limpinho, “lustroso”, os grãos são vendidos a granel, que nem quando eu era pequena. Os fregueses (lá não tem cliente, eu tenho freguesia) me pedem pra guardar a mercadoria, e eu também indico o que está fresquinho.

Na minha quitanda tem queijos, doces de cortar,  umas linguiças calabreza penduradas nuns ganchos, café moído na hora pra comprar o pó, e café moído na hora pra tomar também.

Pra acompanhar, eu posso assar uns pães de queijo, e também tem a massa pra vender, pega alí na geladeira. Tem chá fresquinho pro bebê com cólica, pra mamãe ter leite, pros insones.

Os amigos se reunem lá, todo mundo coloca um cartãozinho de suas melhores habilidades no mural da minha quitanda. Quem sabe fazer comidinha pode deixar lá pra vender, quem sabe fazer craftices também, todo mundo dá pitaco, é a casa da mãe Joana.

Muitas pessoas sabem desse meu desejo, que nem é desejo, é sonho mesmo, porque na minha imaginação tudo dá certinho, mas na realidade nem sei se seria viável.

Aí o querido do Rubinho, do blog do Seo Rubs (segue ele no twitter @rleme), me mostrou um vídeo lindo, que praticamente traduz o meu sonho, e ainda emociona. Vê só:

A moda do Tem Que Ter

Não sei se vocês repararam, mas a nova onda do pedaço é Ter Que Ter alguma coisa. De preferência essa coisa Tem Que Ser bem supérflua, tipo um sapato com o bico metálico. Ou seja, algo que definitivamente Não Temos Que Ter. Ao contrário, se não tivermos, vida normal!

Mas essa coisa controlada, essa invasão, me incomoda. Não que eu não queira ter muito do que aparece na revista ou na TV. Quero sim, e gosto de querer. Mas sou de um tempo em que a gente tinha tempo de sonhar com um desejo. Uma roupa da moda, uma bota, uma computador, um celular incrível. Mas agora, no tempo do Tem Que Ter, você mal ganha dinheiro para, enfim, ter o que lhe foi imposto e aí ….. vira Tinha Que Ter, vira passado.

Ando meio chocada com isso tudo, com essas regras onde não cabe discussão ou reflexão. É tudo bem simples, tipo ameba. Tem Que Ter. E acabou.

Houve um tempo…

Houve um tempo em que tudo na minha vida era inspiração para postar.

Se eu visse alguma coisa bacana, ficava querendo mostrar. Se eu aprendesse algo novo, queria dividir. Se eu pensasse algo bem legal, contava e se meu pensamento fosse bem complicado, vinha desembaraçar aqui.

Mas esse tempo passou. Sim, feliz ou infelizmente, não ando mais nesse ritmo. O que não significa em hipótese alguma que não tenha mais vontade de postar. Só não não tenho a mesma vontade.  Só isso.

Será que eu descompliquei?

Não, não foi nada disso. Foi uma falta de tempo, associada às mudanças da vida, somada com mais um não sei o que, resultando no que tenho hoje, que é um blog sem postagens tão frequentes, mas com o mesmo astral de sempre.

Amém.

Enquanto isso, vamos pensando….

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O medo do (ano) novo

Se tem uma coisa que me dá medo é pensar que sempre o ano novo representa não somente um ano a mais pra ser bem vivido,  mas também – e infelizmente – um ano a menos.

Um ano a menos pra mim, pra quem eu amo, pros que estão perto de mim e são mais velhos (e, portanto, com menos direitos do que os mais jovens egoístas), enfim, um ano a menos no meu calendário.

Um X bem grande e vermelho no ano que termina. E já se vão 37 xizes.

Fica aqui minha singela e anônima homenagem ao Daniel Piza, que eu conhecia de ler, ver e ouvir sempre, e que morreu aos 41 anos, no dia 30/12/11, me fazendo refletir.

Alô, alô. Tem alguém aí?

Depois de um longo período de casa fechada pra balanço, chgou a hora do FICO. Bora lá tirar a poeira, passar aquele spray cheiroso na casa, e retomar a vida de escrever das coisas gostosinhas – ou nem tanto – da vida?

Passado o Natal e Ano Novo, com suas respectivas alegrias e tristezas, acho que a vida de todo mundo, incluindo a minha, já entrou pelo menos no pré-ritmo do que será o resto do ano que se inicia e isso é muito bom.

Como contei, passei por mudanças profissionais, e agora trabalho 4 dias  por semana fixos num escritório, tenho horário rígido, mas já estou com tudo arquitetado e bem contente.

Eu já até defini minha rotina do ano que começa, o que me causa profundo alívio. Já estou cheia de metas, como qualquer neurótica que se preze, fiz listas, comprei cadernos novos, arrumei um belo quadro magnético e compre imãs poderosos.

A meta mais fundamental de todas é começar alguma atividade física séria. Esse negócio de chegar perto dos 40 anos realmente tem um preço, no meu caso meu preço custou 1 kilo que grudou e se apoderou da mim. Mas independente desse kilo, é impensável que uma pessoa seja sedentária como EU SOU. Ai que vergonha!!!!! Até minha mãe caminha. Até meu pai faz não sei o que pra terceira idade. Todo mundo que eu conheço tem pelo menos uma matrícula em aberto na academia. E eu? Nada….

Outra resolução, vou continuar com meu hobby/blog independente da minha opinião sobre os outros blogs. Se nego fica fazendo propaganda o tempo todo, se ganha dinheiro, se faz a vida parecer totalmente cor-de-rosa (enquanto a minha tem dias cinzas, bem cinzas) a maior lição que tiro é: NÃO TENHO NADA COM ISSO!  O dia que 100% das pessoas que blogam mudarem de lado e assumirem posturas das quais discordo, eu saio desse meio.

Faço parte dos que escrevem para dividir, para aprender, para somar, para ganhar amigos, como tem sido durante todos esses anos !

O tempo voa

nowNão sei vocês, mas eu estou em crise existencial com esse negócio de já ser outubro. Como assim? Como outubro se um dia desses eu tava aqui enchendo o saco com minhas lamentações sobre o Natal?

Meu tempo parece sempre menor do que eu preciso, fora que perder um minuto da vida, nem que seja parada no farol, parece a coisa mais revoltante do mundo.

A falta de tempo é tão grande, que a gente nem conta mais com ninguém, repararam? Tudo é feito conforme a demanda vai surgindo, nem de pedir favor dá tempo.

Eu, por exemplo, só conto comigo. Malemá com o meu marido, mãe e pai de vez em nunca. O detalhe é que as pessoas ao meu redor estão bem dispostas a me ajudar, eu é que muitas vezes nem os incluo nos meus planos.

Recentemente mudei de escritório e contei com quem eu sempre conto: comigo mesma. No dia da mudança eu estava exausta física e emocionalmente (desmontar coisas nem sempre é tranquilo), e sempre que me sinto assim me acho a pessoa mais solitária do mundo. E justo nessa condição, o tempo não passava enquanto eu esperava a empresa pra quem doamos boa parte das coisas.

O tempo é assim. Quando a gente mais precisa dele, ele some e voa na velodidade da luz. Quando a gente quer que ele voe, ele vira uma tartaruga manca.