
O meu terceiro dia em Belém foi o dia do chá do baby-star Angelo.
Acordei no domingo e a Lu me ligou dizendo que desceria pro meu quarto, para esperar o Ga que tinha ido comprar Mucilon, fraldas e outros idens de sobrevivência essenciais para famílias com filhotes. Ficamos de trololó no quarto e quando o Ga chegou o casal foi-se. Lu precisava ir atrás de uma cabelereira que funcionasse no domingo. Eu fiquei no hotel e fui pra casa dela de táxi um pouco mais tarde.
No domingo combinamos que ela ficaria numa boa, só aguardando o chá, porque não é fácil pra uma grávida chegar 5 horas da tarde inteirona e ainda ter pique pra ficar dando risadinha pra todo mundo. Almoçamos no aerporto e ficamos a tarde na casa da Lu fazendo o que não fizemos em São Paulo, ou seja, ficar de bobeira um pouco, dando risada da vida alheia e da nossa própria.
Lu Brasil fez dia da noiva. Cochilou, descansou e recebeu massagens minhas. Era o mínimo que eu poderia fazer, já que até aquele momento não tinha me preocupado com absolutamente nada, nem carregado minhas sacolas e nem pago sequer a minha conta na farmácia, quando fui comprar a Passiflora plus advanced.
Eu enquanto massagista, especialista em reflexologia pra grávidas. Minha saia era da cor do edredon, o que fez com que, nessa fota, ficasse parecendo que eu era composta apenas de tronco, cabeça e braços. Brigadão.

Finalmente, chegou a hora do chá. Galeno me deixou no hotel pra eu trocar de roupa (yes, eu troco de roupa) e em seguida voltou pra me buscar, apesar que Andreza me ligou nesse meio tempo perguntando se eu queria que ela passasse pra me pegar. E como eu encarnei a folgadona, respondi: – ah mana, liga pro Galeno e vê com ele …
Galeno ganhou no palitinho e veio me buscar. Né bom ser paparicada assim?
O chá de bebê foi looxo, com um monte de delícias pra comer, chocolate quente na xícara pheena de porcelana, frozen de chocolate na taça de champagne com chantily em cima, resumindo, negócio do patrão. Muitos detalhes e fotos no blog da Brasil Varonil.
A drag queen que animou a festa era uma drag recatada, não fez ninguém passar vergonha nem dançar na boquinha da garrafa. As brincadeiras eram de advinhar quem cantava a música, de que novela era tal tema, ou seja, coisas light pra moças de família (oi?).
Falando em moças de família, olhem minhas amigas de infância.

Reginna, Eu e Priscilla (nome padrão para drags antenadas com as últimas tendências de moda). Eu olhando prum lado, Regis e Pri pra outro. Não, não sou estrábica, apenas eram muitos flashes.

Eu, Manu, LuBra e Reginna, na foto mais simétrica da história da fotografia: estampadinhas nas pontas, tons de red no centro.

Lu estava feliz? O chá foi perfeito? A foto dela pode ajudá-lo a descobrir.

Comi, bebi, vivi e no fim da festa comecei ouvir ao longe frases do tipo “boa viagem”, “gostou?”, “volte sempre” . Algo estraho estava acontecendo …
Andreza me levou embora, pra liberar o Galeno que tinha que levar Lu e seus presentes. Subi pro quarto lotada de brindes que ganhei da drag-gente-boa, além da lembracinha linda, que era um pote de geleia de cupuaçu, que está sendo solenemente consumida até os dias atuais.
Apenas para manter meu padrão de evitar confrontamento com verdades absolutas, cheguei no hotel e entrei em órbita. Deitei na cama e, sem a menor necessidade de passiflorar, dormi o sono mais pesado de todos os tempos. Acordei ainda de roupa ao som da Ivete Sangalo cantando Os botões da blusa …. e olha que não despertar com os brados da Ivete não é pra qualquer um. Me troquei, escovei os dentes e voltei ao sono profundo. Alê me ligou e, aqui em casa, me perguntou se eu estava bêbaba no domingo a noite. Vejam a injustiça da sociedade moderna. Foi exatamente no domingo o único dia que eu não tomei nenhuma cervejinha Cerpa. Fiquei só no chocolatinho …. e passei por Bob Esponja. Óh céus, óh vida.
Esse sonão foi o que salvou meu domingo da tensão pré partida e do sentimento de vazio que começaria a fazer tum tum na minha cabeça logo na segunda cedo, dia que eu viria embora.
Esse post terminou meio deprê? Aguardem então o do dia da despedida. Vai ser padrão programa do Datena, se espremer, sai sangue (lágrimas, no caso).