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O kilo da discórdia

bodyDepois que eu emagreci no pós parto (onde pós = 2 anos após, abaffff) eu fiquei bem estável em um determinado peso, podendo, inclusive, enfiar um pouquinho o pezinho na jaquinha.

Bastava eu não jantar, ou substituir uma refeição por chupar gelo/comer alface – se é que você me entende – que lá estava eu com o mesmo peso, toda agradecida a Deus.

Mas de uns tempos pra cá, digamos que há um ano, qualquer pequeno deslize me custa caro! Acordo mais gorda, com retenção de líquido e retenção de todo o resto sólido tambem #prontofalei.

Cheguei a ir à minha endócrino amada choramingar e a bonita foi implacável: – depois dos 35 tudo piora.

Como já passei dos 35 faz um tempo, imaginem minha situação.

Comprei um tal óleo de coco pra ver se dá uma turbinada no metabolismo ou se unta as vias perdedoras de peso ou se algum milagre é operado. E parece que esse óleo age nas gorduras abdominais, que é justamente onde a coisa toda acontece.

Estou no aguardo, mas sofrendo!

Estou numa fase de ensinar bons modos ao João, afinal já se passaram quase 7 anos daquela época em que batíamos nas costinhads dele e ficávamos felizes com um arroto.

Só que criança, se a gente não ensina, continua arrotando como se não houvesse amanhã mesmo depois de adulto.

Também ensino sentar pra comer, já que comer em pé, com um joelho apoiado na cadeira, não é permitido. E o cotovelo na mesa? Ô dificuldade!! Esse item estou sendo até meio light, porque … preguiça neste momento.

E a lista de coisas a ensinar ainda não está nem na metade!

Ele ainda tem que comer sem fazer barulho, não limpar o nariz na manga da blusa, cumprimentar até o ser humano mais chato da face da terra, agradecer inclusive por coisas que ele não gostou…

E aos pais cabe educar, educar, educar. E educar.

urso

Justificar é preciso

Eu odeio justificativas bloguísticas, já falei umas duzentas vezes. Aquele papinho de que sumi, bla bla bla, mas voltei, blé blé blé … acho um saco!

Mas o fato é que o blog ficar parado também me deixa malzona. Eu sinto realmente falta de entrar aqui e contar as coisas, mostrar o que vi – mesmo que isso não seja a oitava maravilha do mundo – contar que minha empregada foi embora (basicamente, isso ocorre em loooping), que estou em dúvida sobre alguma questão qualquer.

E minha vida andava num ritmo que eu estava sem tempo e sem vontade de blogar. E o pior, de entrar na net. Foi então que percebi que estava perdendo o desejo por coisas que antes eu tanto gostava, e isso me preocupou.

E pra vocês verem como essa preocupação gerou movimento (isso que importa! ficar paralisada é que não pode) voltei pra contar que voltei! Também quero contar que quero emagrecer, que preciso malhar, que to sem empregada, que o João agora tem prova….

Tá. Então é isso. Vai uma musiquinha das minhas preferidas, antiguinha “pra variar”, mas linda linda linda…..

No livro É tudo tão simples, a Danuza Leão tem um capítulo chamado “o que eu não faço mais”. Nele, ela lista uma série de coisas que estão fora de cogitação fazer. E não pensem que ela está falando de coisas inusitadas, tipo fazer uma trilha de 10 Km morro acima, ou ir numa cerimônia chata. Ela deixou de ir a algumas festas, a jantares e outros programas bem elementares.

Tá. E o que eu tenho com isso?

Acontece que estou numa fase um pouco introspectiva, pensando (e listando num papel) quais são minhas prioridades, o que é vantagem, o faço mais para agradar a “torcida”, o que compensa.

E fazendo isso cheguei a conclusões reveladoras e que podem parecer até um pouco pedantes/arrogantes, mas que têm que ser encaradas de frente. Conclusões do tipo “eu não preciso passar por isso” ou “ou não quero mais passar por isso” estão pairando sobre minha cabeça e pra mim não é fácil me dar ao direito de pensar assim. Tenho que lutar contra um ser que também mora em mim e que acha que sempre dá pra contornar, sempre dá pra tentar entender …

Entre mortos e feridos, é muito bom ver luz no fim de um túnel que parecia interminável, contar com a família acima de tudo, com  velhos amigos, aprender com pessoas mais jovens e vigorosas, e perceber que sempre haverá SUPORTE no melhor sentido da palavra!

wind

motherFicar muda/parada/sem me intrometer na conversa é uma das coisas mais difíceis pra mim, mãe de um menino de 6 anos e que agora tem mil amigos no prédio, incluindo meninos mais velhos.

Ser imparcial é uma arte que realmente eu ainda não domino, e fico louca pra me meter nas conversas, administrar a confusão, distribuir tarefa e, de quebra, defender meu filho.

Outro desejo absurdo é de abrir os olhos do João, fulano é folgado, beltrano não empresta e só quer seus brinquedos…

Mas quem sou eu nesse jardim da infância, senão aquela que tem apenas a obrigação de cuidar, de longe – preferencilmente – do meu filho, sem tomar atitudes no lugar dele?

Ser mãe é um exercício diário, e dá um trabalhão. Mas é impagável de bom.

Tenho uma certa antipatia por Dias Internacionais de Qualquer Coisa. E por Dias Nacionais também. Pra mim todo dia é dia.

E em se tratando de mulheres então, toda hora é hora, todo minuto é minuto.

Mas no Dia Internacional das Mulheres até que é bom ganhar uma rosa, um bombom, uma palavra carinhosa.

O mundo mudou, e as mulheres conquistaram – ou estão em franca conquista –um espaço novo e ainda confuso. Um espaço em que temos que nos dividir entre dar o peito pro nenem e fechar o projeto. Entre fazer um arroz e administrar uma empresa…

Como contribuição e homenagem às Mulheres (Im)possíveis da minha vida, deixo uma frase maravilhosa que a Danuza me disse:

A mulher pode tudo, como sempre: chorar, fazer escândalo, chamar a polícia, qualquer coisa, desde que com um certo charme. Mas se sentir uma coceirinha nas costas desmaie, faça qualquer coisa, mas não coce, nunca, jamais.

mulher

Twitter X Blog

Apesar de não ter tido muito tempo para ele – o Twitter, sempre estou dando umas saracutiadas por lá. Inclusive esse post estava guardado nos meus rascunhos, com uma frase da @danicascaes que simplesmete define: Pessoa que diz “não entendo gente que passa o dia no Twitter” não entendeu NADA MESMO sobre essa rede social. Sugestão: delete your account.

O único detalhe é que o twitter é tão legal que, no meu caso, serve um pouco de “ralo”, por onde as idéias escoam da minha cabeça. No início eu achei que o Twitter e o Mulheres poderiam ser complementares (postei aqui), mas a verdade é que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa (oi?).

Hoje eu e a @lubrasil estávamos falando no twitter (apesar de haver forte patrulha, todo mundo usa o microblog  pra bater papo, #quem nunca?) e  ela falou que tinha saudade do tempo que eu ficava esperando para falarmos no MSN. E finalizou sabiamente postando que o twitter estraga blogs (os nossos, por exemplo) e afasta as pessoas.

HAHAHAHA, muito amor!!!!

Seja lá o que for, pra mim pouco importa quem vai prevalcer. Se o Facebook está sendo orkutizado, se o twitter vai comer os blogs com farinha …. O bom é ter amigos pra dar risada sempre!

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