Numa daquelas minhas fugas das galinhas para a revistaria, concluí o real motivo da discórdia entre os sexos: ambos gostam de mulher.
Todas as revistas femininas têm mulheres na capa, dos mais variados formatos, cores e idades. E o mesmo se repete nas revistas masculinas.
É certo que em algumas revistas para homens tem um ou outro malhadão, mas sempre atracado com uma semi pelada.
Já nas revistas femininas é aquele festival de motivos para suicídio. Só tem gente linda e feliz e magra e namorando o gato do século. Até as modelos mais gordinhas são super produzidas e alegam serem plenamente realizadas daquele jeito (será?) trazendo a fórmula do sucesso nas páginas seguintes.
Seja o que for, acho que ambos gostam mesmo é de mulher. Só que uns levam a revista pro banheiro, outros se divertem, e tem ainda os que sofrem e cortam os pulsos.
1) Agradecer à pessoa que lhe deu o prêmio – BRIGADA !
2) Copiar o logotipo e colocá-lo em seu blog – OK
3) Linkar o blog que nomeou você para o prêmio – OK
4) Falar sete coisas sobre si mesmo que os outros possam achar interessantes.
5) Nomear outros sete blogs para o Kreativ.
6) Postar links dos sete blogs que você indicar.
7) Deixar um comentário nos blogs para que saibam que foram nomeados.
Gentem, deixarei de nomear blogs para postar. Quem quiser, pode fazer um post desse selinho, vou ficar feliz e menos culpada por indicar ou quem não quer, ou quem já tem, ou quem quer e não ganhou.
Então, agora vou falar 7 (ou 700) coisas sobre mim, e fiquei pensando que gostaria de escrever coisas sobre a maternidade, já que este blogueto está com cheiro de neném.
Além disso, esse é um assunto que acho que ainda não explorei muito por aqui, principalmente sobre o começo da minha carreira de mãe!
Let’s go, em forma de texto, pode ser?
Quando o João nasceu não houve explosão de amor. Ao contrário, lá na maternidade eu me sentia num hotel e eu ainda tinha uma relação, digamos, formal com meu filho. Me traziam ele, eu amamentava e quando ele chorava, todos – inclusive eu – alegavam stress e ele era levado para o berçário.
Quando chegamos em casa, na garagem do prédio eu já comecei a chorar. Sentia um imenso vazio, um medo incrível daquele bebê e uma dependência total do meu marido. Todos os sentimentos eram absolutamente novos e perversos.
Toda essa novidade foi sendo digerida durante 10 dias, quando eu voltei a me sentir EU. Até então, eu não era eu, nem meu corpo era o meu, nem aquele bebê era o que eu pensei que seria.
Passado esse período, tudo começou melhorar e nosso vínculo foi se estabelecendo com o tempo, ao longo da amamentação, que fucionou perfeitamente embora não tenha sido automática e nem fácil.
Eu passei a conhecê-lo e, principalmente, a me reconhecer naquele novo papel de deixar de ser filha para passar a ser mãe.
E assim nasceu a mais linda história do maior amor que eu jamais teria experimentado se não tivesse mergulhado de cabeça em tudo que vivi.
Diferente do que a blond Hebe possa estar pensando (oi? ela me lê? bêjo Hebe) não vou falar daquele beijinho estaladinho de bico. Vou falar daqueles selinhos que ganhamos de blogs amigos, onde temos que cumprir tarefinhas e indicar outros blogs para passar a coisa a diante.
Então, quando ganhamos selinhos não temos que fazer um Sermão da Montanha como esse aqui, mas é que eu tenhomeusdireito e quero explicar umas pendengas.
O Mulheres, carinhosamente chamado por mim de Mucamuca, já ganhou muitos selinhos na vida, e de uns tempos pra cá não postei sobre eles porque realmente perdi totalmente o controle das minhas obrigações postais, digo, selais. Então, meio que entreguei na mão de Deus e esperei um selo novo pra me redimir, pedir desculpas e implorar pra vocês – que deram selos que não foram postados - tirarem o nome do Mulheres da boca do sapo.
O fato é que amo fazer o post e cumprir a tarefa do selo, e tento fazer da forma mais criativa possível. Fico só achando meio chato ter que indicar outros blogs, porque o lance dos selinhos se expandiu e pode acontecer de dar selo repetido.
Enfim, essa é apenas uma introdução teórica, ou um breve esclarecimento, ou um sei lá o quê que achei que deveria fazer antes de postar o selinho que ganhei da Pop-Mosana, que vai aparecer na sequencia, brevemente, com fé em God!
Eu assisti mais um filme daqueles que eu me sinto na obrigação de vir aqui contar, de tão bom que foi. Mas a minha péssima fama enquanto fazedora de resenhas atingiu níveis alarmantes, e fui duramente criticada (#drama) pelo Carlos, do Sofismando, que inclusive fez uma resenha digna sobre o mesmo filme que eu falarei.
Tá, nem tanto, nem tão duramente criticada, já que pela graça de Deus pai ele está apaixonado e envolvido com seu casamento, me poupando de algumas verdades a respeito das minhas resenhas sofríveis. Só que ele falou que eu não deixo minha opinião, apenas traço um paralelo entre o filme e minha própria vida. E ele está certo. Quer dizer, estava.
Dessa vez vou abalar Bangu com minha não- resenha. Falarei do filme de uma forma criativa e inovadora, quer ver?
FATAL é a história de um renomado professor chamado David Kepesh (Ben Kingsley) que se envolve, sem a menor intenção de se apaixonar, com uma aluna 30 anos mais jovem, que é ninguém menos que a Penelope Cruz, chamada Consuela no filme. Com o andar da carruagem, ele vai ficando cada vez mais apaixonado e dependente dela e isso está estampado nos olhos dele. Só que, diferente do que parece no trailer do filme, ele não a persegue, não é obsecado por ela, ao contrário, ele a deixa ir e vir, em todos os momentos.
Eu destaco a atuação de Ben Kingsley, que não é um homem bonito, nem mesmo sexy (na minha opinião), mesmo assim ele suporta o papel um homem que seduz uma mulher tão linda quanto Consuela. Ele deixa transparecer que está perdidamente apaixonado e entregue a uma mulher muito mais jovem do que ele, sem ter a menor idéia do que fazer para reverter a situação.
Penélope, por sua vez, atua de forma totalmente solta, e vai envolvendo e se envolvendo de uma maneira assustadora. Ela está linda, cheia de juventude no olhar, porém muito sedutora e ditando as regras do jogo.
David tem um amigo poeta, com quem tem longas conversas. Além do amigo, ele fala consigo mesmo muitas vezes, pensa, matuta, e pouco conclui.
Nessas conversas são ditas algumas frases impactantes por David, para o David e por Consuela:
A velhice não é para covardes.
A maior surpresa da vida para um homem é a velhice.
Ela sabe que é bonita, mas ainda não sabe o que fazer com a beleza.
Você é um homem encantador.
Eu me sinto ansioso ao menos em falar com ela ao telefone todos os dias. E eu me sentia ansioso depois de ter falado.
Um futuro com você me assuta porque há uma diferença de 30 anos entre nós.
Mulheres bonitas são invisíveis e nunca vemos a pessoa, porque somos bloqueados pela barreira da beleza.
Ficamos tão deslumbrados pelo exterior que não enxergamos o interior.
E essas frases rolam somente nos primeiros 45 minutos de filme. O resto? Assistam. Vale muito a pena.
Desde que descobri que serei papai (confesso que acho essa expressão meio babaquinha mas… é legal demais), comecei a mudar algumas coisas na minha vida.
Quando soube da notícia, eu estava à beira de me mudar de volta à São Paulo. Estava com tudo “semi caminhado” pra trabalhar em uma empresa de um amigo.
Quando soube da notícia, eu tinha transformado um quarto do meu apartamento em escritório. Tinha levado pra lá todos os documentos importantes pessoais e da empresa que havia acabado de encerrar as atividades. Inclusive aqueles documentos que a Receita Federal nos obriga a guardar por 5 e até 10 anos.
Quando soube da notícia, estava meio down.
Acho que todo mundo tem os momentos quando deixam a vida profissional afetar a vida pessoal, né ?
Pois então… eu sentia que não tinha mais vida pessoal. Vivia pra trabalhar.
PORÉM,
desde que soube da notícia, aceitei ficar em Belém pra ajudar o meu fóder em uns problemas.
Decisão que se mostrou a mais acertada de todas.
Todos falam da dificuldade que é trabalhar com familiares. E é verdade. É complicado demais.
Mas, por outro lado, me sinto mais próximo do meu pai.
E, por ironia do destino, estamos em sintonia no momento mais importante da minha vida.
Desde que soube da notícia, comecei uma pequena reforma no meu apto.
Pintar paredes, pintar as portas (por incrível que pareça, esse trabalho é feito por outra pessoa) e arrumar os armários. Parecia simples…
Mas, o pintor deu alguns canos… o ‘especialista em portas’ fez um serviço de porco e nem voltou pra receber o restante do pagamento… e o marceneiro simplesmente tomou chá de sumiço.
Em outros tempos eu estaria esbravejando. Brigando. Xingando. Soltando os cachorros (na verdade tenho uma yorkshire que não põe medo em ninguém…).
Surpreendentemente estou ‘zen’. Reclamei mas não perdi minha calma.
Será que meu subconsciente está se preparando pra Luiza ?
Pois é… acho que pode ser isso mesmo.
Estou trabalhando pacas. Acho que até mais do que antes.
Mas, estou feliz.
Felicidade é algo difícil de se explicar.
Tenho 1000 motivos de preocupação mas não consigo deixar de pensar no mês de janeiro.
E na bebê que estará nos meus braços.
E aí que o sol estava tão em débito com os paulistanos, que brilhou lindo e absoluto no dia de finados - quando tradicionalmente tira folga – fazendo com que os parques da cidade ficassem estrumbando e intransitáveis.
Só que frequentar parques lotados é coisa para sortudos quem levanta depois das 8. Para mães que têm filhos madrugadores, como a que vos escreve bocejando, esse constrangimento foi evitado.
Esse negócio de acordar cedo realmente é difícil de acostumar. Eu diria que leva em torno de uns 2 anos (oi?). O João sempre foi madrugador, dormia com as galinhas e acordava ao primeiro suspiro do galo mais velho. O detalhe é que isso acontecia inclusive quando ele ainda acordava N+1 vezes durante a noite. Resumindo a ópera: dormindo bem ou mal, umas 5 da matina lá estávamos nós, presentes e sorridentes.
Hoje em dia, ele dorme cedíssimo (19:30h) e é acordado em torno de 10 pras 7 pra ir pra escola. No fim de semana ele acorda umas 7:15 e o máximo que conseguimos é deixá-lo amarrado assistindo Discovery Kids sozinho por uma meia horinha. Aí a criaturinha já bota pra quebrar, quer comer, quer fazer xixi, quer que alguem ache um carrinho perdido.
Com isso, acordamos cedo e saímos pra fazer coisas legais quando a maioria das pessoas ainda dorme. Tá. Nem sempre são coisas legais. E nem sempre a gente acha que a cama quentinha não seria tão legal assim. Mas em fins de semana ensolarados, é uma judiação perder a manhã em casa ou chegar no parque com o sol bombando e com cada centímetro quadrado sendo disputado a tapa.
E como o João madruga mesmo, a gente entrou na onda e assim se perpetuou o saudável hábito de acordar cedo aqui em casa!
Depois de inflamada discussão no Twitter, onde meus trilhares de seguidores me disseram que se eu postasse uma música nossa relação não seria em nada abalada, que eles continuariam me seguindo, me amando e se metendo nas minhas tretas (pra me defender, lógico), resolvi ceder e fazer um post musical.
A verdade verdadeira, a true mesmo, daquela que ninguém foge, é que hoje o nogós tá brabo pro meu lado. Além da falta de tempo pra pensar em coisas que realmente importam (net, blog, amigos virtuais, etc) estou com o humor mais ou menos verde musgo.
Ah, a música né . Então, eu gosto de músicas que não estão exatamente nas paradas de sucesso, tudo bem né?
Acho uma boa oportunidade pra gente conhecer coisa nova ou coisa que re-cantam por aí.
Ouve essa versão de Alegre Menina, com a Martinália (composição de Dorival Caymmi)
<<espero que não seja ilegal, imoral ou engorde linkar o BLIP alheio>>
O Djavan também ja cantou, ó o vídeo.
E, finalmente, a letra.
O que fizeste sultão de minha alegre menina?
Palácio real lhe dei, um trono de pedraria
Sapato bordado a ouro, esmeraldas e rubis
Ametista para os dedos, vestidos de diamantes
Escravas para serví-la, um lugar no meu dossel
E a chamei de rainha, e a chamei de rainha
O que fizeste sultão de minha alegre menina?
Só desejava as campinas, colher as flores do mato
Só desejava um espelho de vidro prá se mirar
Só desejava do sol calor para bem viver
Só desejava o luar de prata prá repousar
Só desejava o amor dos homens prá bem amar (2x)
No baile real levei a tua alegre menina
Vestida de realeza, com princesas conversou
Com doutores praticou, dançou a dança faceira
Bebeu o vinho mais caro, mordeu fruta estrangeira
Entrou nos braços do rei, rainha mas verdadeira
Parece provocação. Há alguns mesesa minha musa morenase atracou com outra mulher.
Agora foi a vez da loira.
Já pedi um passe livre pra Sra. Insônia e ela disse que me autoriza a sair com qualquer uma das duas.
Sinto que ela não confia tanto assim no meu taco… mas, enfim… sonhar não custa nada.
E quanto a esse menino-marombeiro ??
Não acredito que isso seja bom pra saúde física e mental dele. Prefiro crianças fofinhas.
Mas, de qualquer forma, ele servirá de exemplo pra mim.
Após mesesanos vidas enrrolando, finalmente vou entrar na academia.
O menino de 5 anos tem barriga definida !!
Ele tem ‘gominhos’. A minha tem só um gomo.
Primeiramente, peço desculpa a você, leitor formiga, que chegou aqui achando que eu ia falar do desejado doce dourado.
Segundamente, peço desculpa a você, leitor antenado, que perceberá rapidamente que eu não sei fazer resenhas sobre filmes que assisto, isso sem contar que – em geral – estou cerca de um ano atrasada, falando sempre de filmes dazantiga.
Caramelo é o último filme que assisti, fruto do meu novo empreendimento ilícito: baixar filmes na net. Se você for Policial Federal ignore esse post.
Mas voltando à pseudo-resenha, é um filme sobre a vida de 5 mulheres que dividem suas frustrações, suas alegrias, seus fracassos e seus sucessos. O filme se passa em Beirute, 3 delas trabalham num salão de beleza, uma delas é costureira e cuida da irmã mais velha. Todas querem a mesma coisa: amar e serem felizes!
Tem humor, amor, cenas lindas, fotografia delícia, açúcar e caramelo (só no começo ).
Na revista VIP desse mês saiu a tão esperada lista das 100 mulheres mais sexies de todos os tempos. E como eu não tô nem aí pra essa lista, e além de tudo minha especialidade é procurar defeito em mulher bonita, magra, famosa e feliz, só posso dizer que achei que a lista pode ser classificada como qualquer coisa, menos como lista de mulher sexy, já que até a Sandy consta da bendita.
Primeiro eu não consigo enteNder (com aquele ÊNE bem paulista) como pode-se listar algo que cada um “sente” de um jeito. Inclusive aqui no nosso consultório sentimental on line já tentamos descobrir o que o RRRavier tem, já concluimos que homem bonito demais é mulher (oi?), e ainda assim não achamos o ponto G dessa história toda.
Mas beleza, vá lá, é uma questão de simetria, pode até ser medida com uma régua, quem tem os dois lados do rosto mais ou menos do mesmo tamanho (nada de nariz torto, um olho fechado outro aberto, orelha de 23 cm, etc) já está no caminho para ser considerado bonito.
Agora ser sexy, na minha opinião, tem que passar, no mínimo, por ser aquela pessoa que está “pronta para, em condições de” sempre. Alguma pessoas (poucas, não se suicide) tem essa disposição toda estampada na testa, ou numa parte mais avantajada do corpo, mas achar 100 mulheres com isso tudo é muita enganação. Ser sexy todo tempo nem deve ser muito possível, espero em Deus.
Eu também não acho que a Grazi, vencedora do concurso, seja uma mulher sexy. É sim muito linda (naturalmente) e gente pra caramba (odeio quem fala isso) e nas fotos da revista está realmente com uma míni calcinha que levanta até defunto.
E aí que eu sou branquelíssima e isso não é mais segredo pra ninguém. Não que eu corra do sol, até tento ser garota da laje, mas tenho consciência que jamais serei sequer morena clara, o máximo que consigo é descolar uma insolação e ficar cor de boto rosa.
De toda forma, minha brancura em nada me impede de ser feliz por aí, afinal, já estou na idade da loba com artrose, o que significa que o que os outros acham tem uma importância de uns 1,25% no contexto geral.
Mas o que eu queria contar é que encontrei a namorada de um amigo e que a bicha tava tão torrada, mas tão torrada, que eu escandalizei. Achei feio em pleno início de verão ela estar tão queimada daquele jeito, embora ela não estivesse vermelha, estava marrom. E o pior. Ela é loira. Então o negócio gritou!
Acho que não está mais na moda ser tão bronzeada, principalmente se ficar nítido que você ou dormiu no sol ou passou o inverno deitada sob as luzes das camas de bronzeamento artificial.
Sempre lembramos de Einstein quando dizemos que o tempo é relativo.
Mas ninguém percebe o quanto o espaço também é relativo.
Para uns, é um saco ter que andar até esquina pra comprar remédio. Então pede pelo telefone mesmo…
Para outros, morar em um bairro afastado é motivo de choro porque não pode ir a pé na padaria.
Sou filho de um mineiro e uma carioca.
Concebido em São Paulo.
Nascido em Belém.
Criado em Santos.
E de volta à terra natal.
Tive que viajar à São Paulo nesse mês para resolver alguns problemas pendentes.
Depois de muito labutar, fui curtir um pouco a família em Santos.
Fui à restaurantes que costumava ir antes de me mudar pra Belém.
Visitei lojas que sempre encontrava camisas e sapatos literalmente ‘do meu número’.
Santos é uma ‘grande cidade pequena’.
Mas… fiquei impressionado.
Não conheço mais ninguém na cidade.
Efeito colateral de morar longe, né ?
Perdemos os contatos antigos e não fazemos novos.
Algumas pessoas sabem exatamente o que eu estou dizendo, né ?
Perdemos contato com pessoas queridas, lugares conhecidos e algumas comidinhas preferidas (não tem churros em Belém).
Mas… sabe quando você come algodão doce e diz que ele tem “sabor de infância” ?
Pois então… não há sentimento parecido com nostalgia.
E morar longe é um Red Bull para a nostalgia.
Eu sei o que é sabor de infância (bomba de chocolate da Doceria Joinvile na orla da praia de Santos).
Eu sei o que é visão de infância (o por do sol visto dos balanços no playground na praia do canal 6, em Santos).
Eu sei o que é cheiro de infância (a maresia de Santos – às vezes misturada com um certo odor de ervas rsrsrsrs).
Eu sei o que é som de infância (o apito daqueles carrinhos que vendem tapioca na rua).
Eu sei o que é toque de infância (nada igual a carinho de mãe, né ?).
A viagem foi ótima.
A Maria Luiza adorou. Foi paparicada ao máximo.
Ela está animadíssima e pronta pra sua estréia mundial em janeiro próximo.
Ganhou muitos presentes e carinhos (via ‘osmose barrigal’).
Aliás, aproveitando a minha estada em Santos, a minha mana adiantou a entrega do meu presente de aniversário. Tecnicamente a Luiza que vai usar o presente. Eu ganhei um macaquinho escrito “Eu amo o papai”. Adorei.
Voltei felizão da viagem !!!
Felicidade que nunca sentiria se morasse perto de todos.
No post anterior eu comentei que faço iogurte porque é muito fácil, muito saudável, porque eu não tomo leite e tô na idade de ter que tirar cálcio de algum canto, porque é louça-free, etc.
Mas o motivo mais legal é que é uma grande aventura, já que você faz, tampa, espera 8 horas e abre o pote podendo encontrar um negós cremoso e lindo ou uma leite com gosto azedinho.
E agora, finalmente, a misteriosa receita:
- 1 litro de leite
- 1 copo de iogurte consistência firme
- 1 dedinho bem lavado e seco
Aquecer o leite até uma temperatura agradavél ao seu dedinho, misturar o iogurte delicadamente, transfererir para um recipiente com tampa, embrulhar numa toalha de mesa, colocar no forno desligado, deixar lá paradinho por uma noite, rezar.
Para saber a temperatura do leite, vamos seguir a dica da leitora Kell: “o leite tem que estar morno mesmo, em temperatura que seu dedo (devidamente lavado) aguente ficar dentro dele por 10 segundos”.
Eu uso panela de vidro e tampo com uma tampa plástica própria. Eu acho que não dá certo em qualquer recipiente, acho melhor recipiente plástico ou de vidro com tampa. Também uso leite e iogurte desnatados, afinal, magreza é o que interessa.
De toda forma, se der errado, eu bato com um pacotinho de gelatina, coloco na geladeira e minto que fiz iogurte de beber!
Particularidades pouco importantes para sua saúde:
- eu uso panela de vidro direto, acho que alumínio não faz bem pra saúde, mas isso fica por conta da minha neurose e dos meus duzentos anos estudando química na faculdade;
- eu não tomo leite, sou contra leite, e se você me disser que está com caspa, calo no dedão, espinha, eu lhe direi: corta o leite.
Pessôs, o que é um blog senão um lugar ao sol onde a gente pode contar de tudo um pouco, inclusive nossas incursões pelos mundos da culinária, beleza e acessórios incríveis? E este aqui não é diferente, já que é pra cá que eu trago minhas descobertas, experiências, desilusões, conclusões e tudo mais que possa interessar aos meus váááários leitores. Ou não.
E aí que eu não sou nada persistente, já contei? Frente ao primeiro obstáculo, eu respiro bem fundo e … dou meia volta e parto pra outra, de preferência com pouco esforço. Só que fazer iogurte era algo tão banal, mas tão banal, que eu não conseguia me dar por vencida, e a cada decepção iogurtal meus lactobacilos vivos ficavam inconformados e eu tentava de novo. E assim fez-se luz, digo, fez-se iogurte. Segunda de manhã nasceu o iogurte mais cremoso de todos os tempos! O negócio foi que eu mudei a estratégia, e usei leite mais morninho o que deixou os bichinhos beeeem animadinhos para crescerem e se multiplicarem. Acho que antes, com o banho muito quente, eles ficavam com a pressão baixa e acabavam dormindo, sei lá.
Outro item amoramor é esse cremitcho da Avon, que jura que tem o poder de disfarçar poros e linhas finas. Não que eu seja a feliz proprietária de uma dessas duas desgraças, mas é sempre bom tornar ótimo o que já está bom. E a modéstia vai bem, obrigada.
Olhem o que diz o site: Um dos destaques da Nova Linha de Maquiagem Avon, Magix é um produto que traz a exclusiva Tecnologia Optix. Incolor, com silicone e finíssimas partículas refletoras de luz, ele disfarça instantaneamente a aparência de poros dilatados e linhas finas e controla o brilho da pele por até 10 horas.
Recomendo, ainda mais que tem fator de proteção solar.
Por fim dei ouvidos, digo, orelhas a um sonho de consumo antigo, que eram brincos argolas beeeem fininhas e levinhas. Eu sempre amei argolas, de preferência grandotas, que a Lu Brasil gentilmente chama de aros de bike.
Mas assim, finíssimas e com aquele fecho que a agulhinha entra no próprio brinco (entenderam?) estava difícil de encontrar. Além disso, eu não curto coisa dourada, o que dificultava ainda mais meu sonho.
Até que eu pedi pra moça vendedora de belezuras achar em algum lugar uma argola muito fina, média, com o fecho bla bla bla, e mais 500 exigências. E num é que a criatura achou?
Tirei uma foto podre e fiz uma edição tosca pra vocês terem noção (se é que é possível diante dessa foto horrível) da finura da coisa. Pura leveza!
Embora o Twitter seja tipo um ralo pra mim, por onde escoam minhas idéias todas, eu twittei algo que tenho que explorar aqui, que é o fato de homem bonito demais ser feio.
Eu explico.
Eu vi o Carlos Casagrande na novela das 8 e cheguei à conclusão que ele é tão bonito, mas tão bonito, que parece uma mulher. Sabem quem é ele, né? Vê aí.
Outro bonito feio é o Tarso, quer dizer, o Gagliasso:
Esse assunto testosterônico começou ser tratado nesse post, a partir de uma foto do masculiníssimo RRRavier, onde não houve uma alma sequer para discordar que ele é basicamente lindo de morrer.
Apesar de valer a regra de que gosto não se discute, é unânime que homem precisa ter alguma coisa a mais, também conhecida como pegada, isso sem contar o charme, sedução, educação, inteligência, perfume francês e roupas impecáveis (somos “pouco” exigentes ).
Podemos concluir então que mulheres não são visuais e não se atraem apenas por uma imagem, e sim por um conjunto de coisas. Claro que uma aparência boa é um super cartão de visita, mas não é tudo. Talvez seja mais fácil um feio se tornar bonito, do que um bonito continuar com essa fama se for um mala.
Acho que essa coisa de achar que o bonito é realmente o bonitinho de olhinho azul é coisa de adolescente. Eu já passei dessa fase … faz tempo.
Eu estava com o maridon ontem na padaria jantando. Na verdade, comendo um sei lá o quê, uma média e um pão na chapa, ou um pedaço de pizza, uma salada de frutas.
Lá observamos algo relevante para … para … bom, algo irrelevante: as pessoas não jantam mais.
Estávamos falando das jantas (ou jantares) tipo rolava nas nossas casas quando a gente era criança, padrão pirâmide alimentar completa, com arroz- feijão- bife-salada. Agora quase todo mundo passa na padoca e compra pão, frios,uma torta salgada e pelo visto essa é a janta da galera. Pelo menos a nossa, em geral, é assim.
Concluímos que isso acontece por falta de tempo, porque as pessoas fazem dieta e, principalmente, porque o povo não tem que levar marmita no dia seguinte.
Por algum mistério intrigante e ilógico, a gente recebe aqui no escritório uma revista looxo power and glory chamada Wish Report, conhecem?
Acho que os caras da revista são tão ricos que nem se tocaram ainda que estão mandando a bendita pra um escritório de engenharia, com gente pobre mas limpinha e assalariada por todos os lados.
De toda forma, a revista é puro glamour, só tem anúncio de marcas daquelas que a gente não tem muita coragem nem de passar nem na frente da loja, muito menos de entrar e experimentar um item quaquer.
Enfim (palavra básica pra mudanças bruscas de rumo da conversa), no fim da revista eu vi um item que seria totalmente desejável, caso eu não fosse apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco e vindo do interior: um monte de chavinhas pra serem usadas com várias correntinhas, igual às mina da novela.
Sabem queridos leitores, posts musicais podem até parecer e ser uma certa embromeixan mas é que eu realmente encano (já me disseram que eu deveria ser engenheira hidráulica, inclusive) com umas músicas e aí fico que nem doida procurando a letra e o vídeo, sendo que tenho que fazer alguma coisa com isso, concordam?
Só me resta postar e rezar pra vocês curtirem, coisa que é quase certo que rolará, afinal, quem não gosta de uma musiquinha de amor?
Vejam essa:
El Amor (El Amor Desués Del Amor) – Paralamas do Sucesso
Meu amor, depois de te amar talvez
Seja como este raio de sol
Que me ajuda a ver por onde passar
Traz poesia ao intenso da dor
Traz encanto a qualquer obra
E se encanta com a flor
Depois de te amar eu estou
Tão pleno de amor
Sigo forte aqui, mergulhado em ti
Luto pra descobrir quem eu sou
Te vejo a sorrir ao me perguntar
Se me importo em saber pra onde vou
Tento refletir com calma
E atenção a qualquer som
Mergulhar em ti, meu amor
É sempre tão bom
Dedico a vocês a música que meu filho João jura ser a “música dele”, porque ser criança é isso, é conseguir fazer caber num coração tão pequeno toda a inocência do mundo.
Joãozinho – Vanessa da Mata
Moça de joãozinho no cabelo
Faz de conta no espelho
Faz de conta no espelho
Abre a porta e vai para o asfalto
Lisa a ponta do cabelo
Alisa a ponta do cabelo
Corre quando começa a chover
Olha só vai enrolar
O cabelo encolher
Vem ver Maria
Vem ver Maria
Joãozinho
Vem ver Maria
Vem ver Maria
De joãozinho
Então, poucas pessoas já tiveram o desprazer de ver meu armário antes da reforma. Claro que eu estou falando da parte interna do bendito, porque por fora era tudo lindo e maravilhoso mas, ao abrir a porta, começava uma chuva de sapatos e um ataque de roupas pulando pra todos os lados.
Depois da reforma e de várias e várias malas enviadas aos mais diversos lugares, restou um armário enxuto e com tudo visivelmente colocado no seu devido lugar.
Os sapatos foram organizados também aos pares, e agora eu consigo ao menos vê-los para poder chorar sentada na cama quando acho que “tô super sem sapato”. As rasteirinhas eram um problema a parte, porque para guardá-las eu teria que fazer não sei exatamente o que, até que tive uma idéia.
Só que eu não teria espaço para colocar a sapateira pendurada no varão, ela teria que ficar na horizontal no maleiro, também conhecido como buraco negro ou Triângulo das Bermudas.
Levei a tal sapateira juntamente com a prateleira ao tapeceiro mais próximo, o qual também é o feliz proprietário de um grampeador super sônico, pneumático, cujos grampos não soltam nem com reza brava. Mandei pregar o negós na preteleira bem dignamente, e jurei que só colocaria sapatos levinhos.
Ficou assim:
Agora as resteirinhas moram sozinhas, cada uma no seu cafofo, mas as mais simplezinhas, tipo chinelinhos, dividem o apê com alguma colega.
Ainda rolou de colocar os tênis embaixo da sapateira suspensa (oi?), com os chineletos e o único scarpin que sobreviveu à faxina (que está em quarentena, juntamente com uns outros tipinhos meio duvidosos).
Acima da casinha das rasteirinhas fica a mansão das botas, que são altas, magras e insuportáveis.
Eu sei que talvez seja tarde demais e que a maioria de vocês já tenha visto Vicky Cristina Barcelona há mais de um ano, mas eu posso explicar.
O Alê é o reponsável pelo departamento de entreterimento aqui em casa e, em geral, ele aluga filmes que não combinam com meu estado de espírito. Quando ele acerta, resolve assistir os filmes num horário que ele, o meu espírito, já está se soltando do corpo, preso apenas por um fio, querendo dormir ou entrar em alfa, beta, gama, ou qualquer outra letra do alfabeto grego.
Assim, meu delay cinematográfico é de dar dó até em tartaruga manca. Mas isso não me impede de vir aqui falar quando eu amo um filme, ainda que seja atrasadamente.
Esse post não tem a menor intenção de ser uma resenha, porque eu não tenho mesmo essa capacidade. Tem apenas a intenção de falar sobre um filme bonito, quente, de amor, que faz pensar.
Duas amigas que têm visões opostas sobre a vida se envolvem com a mesma pessoa numa viagem à Espanha. Ele, que por sua vez é um pintor e que mais por sua vez ainda e o Javier Barden, é extremamente livre e a favor do manjado “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” . Ele vive com cada uma delas um tipo de relação e ambas saem dessa história modificadas.
O filme faz bem pra alma, coração e olhos, porque o Javier tem alguma coisa que estou há horas tentando entender, detectar ou pelo menos localizar para poder explicar cumé que o negócio ocorre. Mas o lance com ele é secreto, mas tão secreto, porque vai alem da beleza e da “pegada”. Deve ser alguma marca no cromossomo Y.
Existem na minha vida frases que eu nunca falei e sinto no fundo do meu coração leviano que nunca falarei. “Eu estou muito magra” é clássica.
Eu nunca me achei muuuuito magra. Já me achei magra, sei lá, achei que dava pro gasto, mas mooeeto magra, ao ponto de cogitar que precisaria engordar uns kilinhos, admito, never, até porque excesso de magreza seria facílimo de resolver pra mim. Obviamente, estou falando de pessoas que suam a camisa pra ficarem magras, e não de quem se mata pra ganhar um grama. Se eu, por exemplo, me achasse muito magra, eu abriria uma lata de leite condensado e mamaria como um bebê.
Agora pensando a respeito, concluí que a maioria das mães acha seus filhos muito magros, mesmo quando eles apenas não estão obesos. Minha mãe jura pela honra da mãe dela, minha falecida avó, que eu estou muito magra. Idem a mãe do Ale. Idem uma tal de Jane, em relação ao João.
Também nunca falei que estava muito rica, muito cansada de massagem e nem muito bronzeada.
Mas já falei que nunca mais dormiria a noite toda e agora durmo e que nunca mais faria xixi sem alguém bater na porta e até que faço (tudo bem que dou uns berros lá de dentro pra pararem de me chamar).
Nessa de “nunca”, tuitei que a palavra nunca é super ousada, mas que uso com frequência, porque é sempre(*) bom fazer um drama!
(*) E minha amiga Luck lembrou muito bem que SEMPRE também é uma palavra deveras ousada!
O João está crescendo muito rápido, e o bebezildo já foi, já era (como ele diz).
Agora, ele dorme feito uma pedra. Quando ele era pequeno, eu ficava com ele no colo durante a soneca, porque ele simplesmente não funcionava se não tirasse aquelas sonecas diárias e se fosse colocado na cama, acordava (o velho golpe). Agora, ele se recusa a dormir de dia, e se entra no carro (melhor remédio pra dormir) ele segura os dois olhos abertos com a ponta dos dedos. Porém a noite, depois que dorme, eu posso transportá-lo até pelo pé que ele nem tchuns. Eu troco de roupa, tiro o tenis, escovo o dente, coloco pra fazer xixi e ele lá, dormindão.
Fazer xixi também é um evento. Coloco ele dormindo, em pé (dica do pediatra-monstro, pro João ver como é chato levantar pra fazer xixi e largar mão disso) e ele fica pendurado fazendo um mega xixizão. Mas quando faz sozinho, durante o dia e tals, ele não segura o pipi pra não ter que lavar a mão. É a porquice masculina se estabelecendo, lutemos mães unidas.
Também agora deu pra arrotar. E alto. Eu chamo atençaõ e ele ainda me fala, com naturalidade: “mas eu comi, né mãe?” . Como quem diz: quer o quê?
Ele estava usando mil pomadinhas, uma para cada pereba (é, meninos vivem estrupiados) e ele falou: “nossa, sou o rei da pomadinha. E a vovó Nadia é a rainha da cuequinha”. É que minha sogra só dá cueca pra ele de presente, e … sogras!
Como é gostoso ver que ele está crescendo…. já falei isso né? Mas é que meu coração até dói de amor.
Editê: se o pai da criaturinha me pega falando pipi, xixi …. da vida da sogra, tô na roça!
Quem disse que devemos fazer um balanço do nosso ano apenas em dezembro ?
Chegamos em 1° de outubro.
Estamos a 1/4 do fim do ano de 2009.
No fim do ano passado, me comprometi com umas metas pessoais e anotei na agenda para futura referência. Ontem fui verificar e até que não fui tão mal…
Parar de fumar definitivamente. E não troquei esse vício por nenhum outro.
Entrar na academia. Fazer as pazes com o meu brother (tecla SAP: meu irmão). Me entender com o meu fóder (tecla SAP: meu pai). Brigar com um parceiro comercial. Arrumar a casa (dar fim às tralhas). UFA !
Eram metas relativamente simples mas, digamos que cada uma tinha seu grau de complexidade.
Usualmente eu choro nas festas de fim de ano.
Esse ano não fugirá à regra. Foi um ano cheio de emoções.
Briguei com alguns. Outros brigaram comigo. Pessoas queridas doentes. Desapontei amigos. Mudei minha vida profissional.
Não esperava que fosse tão difícil analisar um ano de nossas vidas.
Quanto às evidentementes boas notícias do ano de 2009, deixem-me fazer um update:
1. O nome da minha princesa é Maria Luiza !
2. Ela vai estrear nesse mundo no mês de janeiro.
3. O meu apto. está parecendo um canteiro de obras.
Dona Jane, tô de volta.
Pode avisar o pessoal do RH.
Calma mulheres e homens vítimas da TPM, estou falando da revista TPM – Trip para mulher.
Diante desses últimos acontecimentos posts vocês já devem ter desconfiado que sou frequentadora de bancas de jornal, mas eu posso explicar. É que aqui perto de casa tem uma revistaria com um café simplesmente maravilhoso, local aconchegante, cheio de livros, revistas, pão de queijo e bolos, pra onde eu dou uma fugidinha honesta de vez em quando.
A Revista TPM é anti tudo aquilo que eu comentei no post anterior e que vocês colocaram nos coments (amei cada comentário!) e “bate na tecla que imagem não pode (des)governar sua vida”.
A edição de anviersário tem o Rodrigo Santoro, mará, dispensando comentários (Selton, desculpaê) na capa e a matéria da minha vida sobre culpa! Descobri algo libertador: toda mulher sente muita culpa, por diversos motivos, ou melhor, por todos os motivos possíveis. E isso eu li lá na revistaria quando estava queimando o beiço tomando meu café rapidinho pra ir buscar logo o João, afinal, onde já se viu ficar tomando café e vendo revista enquanto meu filho está jogado e abandonado na casa da avó? A obrigação é minha, só minha.
De acordo com a matéria, “a grosso modo, a sociedade espera dos homens que tenham sucesso no trabalho e das mulheres que sejam boas mães”. Na minha opinião nada se compara à culpa que a maternidade traz. No meu caso, a culpa existe, mas se apresenta de forma confusa. Ao mesmo tempo que me culpo por trabalhar fora e deixar o João, não suporto ficar o dia todo sentada no chão brincando ou vendo Barney (quem não tem filho, é um personagem bem tchongo que passa no Discovery Kids). Com isso, sei que não sou capaz de ficar sem trabalhar e por outro lado fico buscando uma alternativa C ou D para essa coisa totalmente sem solução.
Apesar da TPM não curtir receitinhas para felicidade, a conclusão é óbvia e, bem lá no fundo, conhecida por todos: temos que ser nós mesmos e fazer só que o que dá prazer de verdade, sem cobrança e sem culpa, porque esta se baseia numa exigência de perfeição. E perfeição, até onde fomos informados, não existe!
Calma Claudias, é a Claudia Revista que será vítima de minhas críticas mais venenosas!
A Claudia é uma revista feminina para o público da minha idade, na faixa dos 30 aos X (complete com o que vc quiser, isso não tem lógica mesmo) e esse mês a Taís-Cinturinha ilustra a capa e defende a causa da revista pelo fim do racismo.
Lá pelas tantas, a revista apresenta um guia infalível para amarrar seu homem, são as Licões práticas de mulheres bem-amadas para conquistar e manter o homem certo.
Resumindo a ópera, a reportagem traz dicas de sedução, dicas de manutenção e micos. Exemplo? Seduçaõ: seja sexy sem ser vulgar; Manutenção: faça-o rir; Mico: xeretar o passado dele.
Dãããã.
Gentem, calma, vamos começar do começo.
Primeiro, alguém acredita nessas receitinhas de bolo? Considerando que a revista é pra gente com mais de 30, das duas uma, ou a mulherada está emburrecendo ou a necessidade está fazendo as “colegas de trabalho” acreditarem em Papai Noel.
Segudo que cumé que faz pra seguir as dicas se você simplesmente não é aquela pessoa que a revista considerou bem-amada, ou seja, a que tem a fórmula pra o sucesso. Você é outra, as vezes um cão chupando manga, outras vezes uma super amante, rica, pobre, independente, mimada.
E por fim, quem falou que o homem certo é o homem que a dona claudia pensa que é O CARA? Pega um cara que já ta te achando meio chata, você vai lá e deixa sua marca -oi? – (dica de sedução) e o cabra te manda pros quintos. Aí quero ver! Depois manda a conta pra quem, né não?
Só que as vezes agradar alguém é tão simples. Minha mãe me falou que ama quando eu peço pra ela me fazer uma comida. Isso que eu costumo pedir xuxu refogado, arroz de forno ou um franguinho. Também peço bife de fígado acebolado, desvio de conduta meu que só mãe mesmo pra entender e atender.
E por que então não peço sempre, já que o agrade sempre me persegue?
Vai ver é porque junto com essa regra, outra pese tanto quanto: não explorar minha mãe.
Só que isso pra ela não é exploração, é agrado.
Ai que vida complexa!
Afinal, quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? E Tostines? Vende mais porque está sempre fresq … bom vocês já sabem.
Agora dei pra pensar…. (sem trocadilhos, perfavore).
João tem medo. Medo de fantasma, medo de planta com espinho, medo de pé embaixo da cama. Mas não tem de montanha russa, coisa que eu realmente não faço a menor questão da existência.
Eu não me considero uma pessoa medrosa, tenho sim alguns temores, daqueles básicos, tipo saúde, falta de dinheiro, futuro. Mas medo, medão mesmo, não tenho muitos.
O mais estranho é medo de umbigo, que realmente não sei de onde saiu e nem onde vai parar. Esse medo não me impediu de cuidar do umbigo do João quando ele nasceu, mas hoje eu acho que me violentei e não tinha necessidade nenhuma de eu passar por isso.
O outro medo estranho, porém mais ameno, é o dos sentimentos. Tipo saudade. De medo de sentir saudade evito coisas que me tragam lembranças. Por exemplo, músicas. Tem certas músicas que me lembram pessoas que não vejo sempre e que gostaria de estar perto, e qual o melhor remédio? Mudar a estação, oras!
Outro exemplo. Quando leio posts antigos daqui me lembro claramente do sentimento que envolvia aquele momento. Se esse momento não foi muito bom, ou se por alguma razão reler não me deixa feliz, eu evito ou leio só o título, caso eu esteja procurando algum post especial.
Agora mesmo postando umas fotos no flick e vendo fotos antigas percebi que nunca mais tinha postado nada por lá. Será que eu estava fugindo de algum sentimento?
Andando pelos blogs amigos, de mulheres esquisitas tanto quanto a que vos escreve, me deparei com um problema pelo qual certamente a grande maioria de nós passa: intestino preguiçoso.
Começa que tenho ódio castanho intenso de quem fala “intestino preguiçoso” porque preguiçoso é uma coisa, semi-morto é outra, concordam?
E o que vemos por aí é intestino em greve geral, que se recusa a fazer o trabalho sujo e pesado, se é que vocês me entendem.
A frase mais acertada que ouvi a esse respeito veio de um médico maluco, que quando eu disse que meu intestino tinha saído pra comprar cigarro e nunca mais tinha voltado, respondeu: mulher não gosta de banheiro. Mulher gosta de cartão de crédito e chocolate.
<Também tem outra, nada a ver, que diz que quem gosta de homem é gay, mulher gosta de dinheiro>
Realmente, eu admito que não gosto de banheiro. E fico pámorrê quando meu marido entra no banheiro com uma revista embaixo do braço. Que raaaaaaaaiva! Tipo, que graça tem aquilo? Eu sou vapt-vupt, o que tiver que acontecer ali que aconteça em 2 segundos e meio, senão levanto e vou-me embora. E tem outra, a barrigada masculina é bem menos complexa, nem precisa ficar naquela embromeixan porque os caras tão mais pra pato, vamocombiná.
<Apenas uma denúncia: Lu Brasil curte banheiro, desprestigiando a classe das fêmeas apressadas>
De toda forma, hoje em dia minha vida banheiral anda bem mais animada, afinal, eu como mato pra vaca nenhuma botar defeito, bebo litros de água, faço Pilates, rezo pra São Naturetti e tomo todas as medidas cabíveis pra que a coisa funcione.
Além da óbvia, a outra vantagem foi que não preciso mais ir comprar o maravilhoso chá desentupidor Plan 30 dias nos luxuosos camelôs do Largo da Batata! Pheena eu sou.
Brasileira, trinta e poucos, rosto e corpo sob forte efeito da gravidade, mãe do João, casada com o Ale, eleitora, vacinada, desmiolada.
Sou engenheira, adoro números.
No começo do ano estipulei a meta de ser organizada e sistemática e tenho conseguido cumprir. Também comentei no orkut que compromissos me oprimiam, e por isso nunca eu teria um blog. E não é que mudei de idéia?
Falar sobre mim ? Putz... O que falar ?
Bem... sou um ser branquelo que vai a praia de roupa. Sou desinibido nos momentos impróprios e tímido nos menos previsíveis. Odeio barulho mas falo alto quando estou entre amigos. Dengoso e teimoso. Gosto de DR's e de strognoff.
Sou virgem. Em blogs quero dizer... e nunca pensei em escrever em um blog. Quanto mais em blog feminino, né ?
Mas enfim... Tô aqui sem vergonha de passar vexame. Veremos quando vão se cansar de mim.